Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

Home Economia Tradicional dia de promoções, Black Friday comercializa quase 4 bilhões de reais

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A Black Friday, tradicional data de promoções no comércio eletrônico e físico, movimentou mais de 3,9 bilhões reais até o final da tarde desta sexta-feira, prestes ao horário de encerramento do varejo físico. Isso representou uma alta de 5% em relação ao ano passado, na comparação desde o início da meia-noite de sexta.

O faturamento já supera o previsto pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), que estimou um volume de 3,93 bilhões de reais, mas ainda está longe da previsão mais otimista da Neotrust, empresa de pesquisa para o varejo online, que antevia um faturamento de 6,1 bilhões de reais para a data. O faturamento está sendo beneficiado por conta do aumento do tíquete médio, que está subindo acima dos 5% em relação ao do ano passado, atingindo 707 reais.

O segmento de moda e acessórios e o de beleza e perfumaria representam as maiores vendas. A informação surpreende, em momento em que a inflação corrói o poder de compra das famílias, e era esperada uma procura maior por itens de necessidade básica.

A participação das pequenas e médias empresas também chama a atenção. Segundo Alejandre Vásquez, executivo-chefe de operações e cofundador da Nuvemshop, plataforma de e-commerce com foco em pequenos e médios empreendedores, até o momento o faturamento é bastante positivo e superior ao do ano passado. Essas categorias de empresas já movimentaram 10,8 milhões de reais com e-commerce nas primeira doze horas de Black Friday, montante 13% superior ao registrado no ano passado, de 9,6 milhões.

A Nuvemshop também divulgou que o PIX, que faz sua estreia na Black Friday, representa 9% dos meios de pagamentos nas vendas, enquanto o pagamento com boletos recua 3%. No entanto, a preocupação com fraudes é grande. Até o momento, teriam sido evitadas 74.715.189,35 milhões de fraudes.

De acordo com a ClearSale, empresa especializada em segurança da informação, as tentativas de fraude devem ter um aumento de 52% no e-commerce, neste ano. Em quantidade de tentativas, em 2020, houve 22.467 mil pedidos fraudulentos. Para 2021, a estimativa é que o e-commerce registre 34.089 mil deles.

Origem

A origem do termo “Black Friday” está associada a um episódio ocorrido em 1869, quando dois homens tentaram aplicar um golpe para lucrar sobre o mercado de ouro dos Estados Unidos. A ação falhou, mas teve um impacto profundo no mercado, causando diversos colapsos e perdas milionárias em uma sexta-feira.

A imprensa acabou se encarregando de espalhar o termo “Black Friday”, que então passaria a simbolizar um dia de catástrofe na bolsa e no mercado financeiro. Em inglês, “Black” é preto, e “Friday” significa sexta-feira.

Em uma interpretação mais contemporânea, o termo também tem vínculo com os registros contábeis das lojas. No tempo em que as informações eram registradas em papéis, o vermelho simbolizava prejuízo e perdas, mas quando substituído pela tinta preta, marcava o lucro causado pelo aumento expressivo das vendas por conta da chegada das compras de fim de ano.

Entre os anos de 1950 e 1960, a polícia da cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos, começou a denominar uma sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, data comemorativa bastante importante na cultura norte-americana, como “Black Friday”.

O termo carregava uma conotação mais negativa: ele servia para marcar o dia de crise causado pelo grande influxo de turistas na cidade, gerado por conta de um jogo de futebol americano entre equipes da marinha e do exército. Mas a visita dos turistas não provocava apenas aumento no número de ocorrências e problemas de trânsito: eles também estavam em busca de bons negócios no comércio local.

Percebendo que a data era importante para os negócios, os comerciantes de Filadélfia tentaram cunhar o termo “Big Friday” naquela época. A “Grande Sexta-feira”, em tradução livre, acabou não se popularizando.

Em meados da década de 1980, os comerciantes americanos passaram a empregar o termo com uma conotação mais positiva. A partir de então, a tradição de ofertas na última sexta-feira de novembro passou a ser comum no país, servindo como ponto de partida para as compras de fim de ano.

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