Terça-feira, 07 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 6 de julho de 2026
Três pré-candidatos ao governo do Estado participaram ontem do Fórum dos Presidentes 2026, encontro de lideranças cooperativistas do Rio Grande do Sul que representam 4,4 milhões de cooperados presentes em 490 dos 497 municípios, realizado no Hilton Porto Alegre Moinhos de Vento. O presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, anfitrião do fórum, avaliou, ao final, que o evento cumpriu o objetivo de promover um espaço de diálogo sobre os desafios e oportunidades do cooperativismo junto aos pré-candidatos. Sem a presença de Juliana Brizola, que alegou problemas de saúde, Gabriel Souza, Luciano Zucco e Marcelo Maranata participaram de painel do Sistema Ocergs. O cooperativismo gaúcho responde atualmente por 14% do PIB do Estado. As cooperativas registraram R$ 103 bilhões em faturamento no ano passado.
Painel da Ocergs propôs quatro temas aos pré-candidatos
O painel abordou quatro temas: enfrentamento aos eventos climáticos extremos, infraestrutura e logística, fortalecimento do diálogo institucional e participação das cooperativas na prestação de serviços públicos.
Gabriel Souza (MDB) reconheceu o papel das cooperativas em diversos projetos de investimentos do Estado e destacou que “não há como negar os avanços que tivemos”.
Luciano Zucco (PL) garantiu que, no governo, “seremos parceiros, contem conosco. Temos que ter força em Brasília, amar o Rio Grande”.
Marcelo Maranata (PSDB) disse que não há como governar longe desse setor, “ainda mais com os novos desafios, como a reforma tributária”.
Conforme o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, anfitrião do fórum, todos os pré-candidatos foram convidados a participar do evento. “Nós compreendemos que cumprimos com o nosso compromisso. Compreendemos e respeitamos aqueles que não compareceram.”
Governador Eduardo Leite veta projeto que extingue a taxa de licenciamento de veículos
O governador Eduardo Leite anunciou ontem, último dia do prazo, o veto ao projeto de lei que extingue a taxa de licenciamento de veículos, o CRLV. Justificou que tomou a decisão “por responsabilidade com o Rio Grande. Porque governar não é apenas tomar as decisões que são populares. É tomar as decisões que são necessárias para garantir que o Estado continue funcionando e prestando serviços para a população.”
Leite lembra que esse projeto, sozinho, iria retirar cerca de R$ 750 milhões por ano dos cofres públicos: “Seria o fim de uma receita que sustenta um serviço que continua existindo e que também financia a segurança pública dos gaúchos. Quando alguém promete acabar com uma receita dessa dimensão, precisa dizer de onde virá para pagar os serviços”.
Eduardo Leite disse que “a minha responsabilidade não muda conforme o calendário eleitoral” e colocou-se à disposição do parlamento gaúcho para dialogar e criar alternativas.
Rodrigo Lorenzoni: “A luta não acaba aqui. Temos o direito de derrubar esse veto”
Autor do projeto que extingue a cobrança da taxa de expedição do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa, o deputado Rodrigo Lorenzoni (PP) classificou a decisão do governador Eduardo Leite de vetar o projeto como “um absurdo”.
Segundo Rodrigo Lorenzoni, “a luta não acaba aqui. O projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia e temos o direito regimental de derrubar esse veto”.
Para o deputado, “já vencemos o Leite antes, quando ele tentou aumentar impostos. E vamos vencer de novo, agora que ele insiste em cobrar uma taxa injusta dos gaúchos.”
Em nova pesquisa da Brasmarket, Zucco amplia liderança na corrida ao Governo do RS
Nova pesquisa, desta vez da Brasmarket, apontou o pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, deputado federal Luciano Zucco (PL), novamente na liderança das intenções de voto para o Palácio Piratini. No cenário estimulado, Zucco lidera com 39%, seguido por Juliana Brizola (PDT), com 20,4%, Gabriel Souza (MDB), com 6%, e Marcelo Maranata, com 3%. O levantamento também simulou cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Juliana Brizola, Zucco aparece com 42,8% das intenções de voto, enquanto a pré-candidata do PDT registra 27,2%. Em um confronto com Gabriel Souza, Zucco mantém os mesmos 42,8%, diante de 20,8% do emedebista. A Brasmarket também testou um cenário sem a presença de Zucco, entre Juliana Brizola e Gabriel Souza. Nesse caso, a pré-candidata do PDT alcança 33,7% das intenções de voto, contra 19,4% do atual vice-governador.
Senado e Presidência da República
Considerando os dois votos que cada eleitor poderá registrar na eleição de 2026, o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo) lidera a preferência para a primeira escolha, com 26,3%. Na disputa pelo segundo voto, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL) aparece na frente, com 16,3%.
Para presidente da República, nos cenários estimulado e espontâneo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na pesquisa estimulada, Flávio registra 44% das intenções de voto, contra 25,2% de Lula. No cenário espontâneo, os índices são de 25,6% e 16,2%, respectivamente.
Flávio Dino, Alexandre, Zanin e Gilmar incorporam o papel de “Caçadores de Marajás” e avançam sobre competência do Congresso
Depois de descobrir que o tema dá popularidade e desvia a atenção para questões graves e mal resolvidas, o ministro Flávio Dino agora recebeu a adesão à causa do “combate aos penduricalhos” dos colegas Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que determinaram, em despachos idênticos, que sete Tribunais de Justiça expliquem, em até 48 horas, pagamentos feitos a magistrados após a decisão da Corte que restringiu os chamados “penduricalhos”.
Em Brasília, Caçador de Marajás. No Maranhão, privilégios
Há poucos dias, o jornalista Carlos Andreazza, do Estadão, comparou o ministro Flávio Dino ao ex-presidente Fernando Collor ao analisar decisões recentes do magistrado no Supremo Tribunal Federal. O articulista afirmou que Dino atua como um “caçador de marajás”, em referência ao discurso que marcou a ascensão política de Collor, e criticou o que classificou como “populismo por meio da toga”, avançando sobre competências que, segundo ele, caberiam ao Congresso Nacional.
“O nosso caçador de marajás em Brasília, ou a partir de Brasília, que é Flávio Dino, no Maranhão usa um carro, a sua família usa, para fins privados, um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão. Que deveria ter uso, assim dispõe a regra, uso restrito para atividade judiciária. Usa esse carro para fins pessoais ou usava continuamente e sem cessão formal. Mas isso, levantar essa questão sobre Flávio Dino, produz quebra de sigilo da fonte. Esse é o Dino lá no Maranhão. Em Brasília, ele é o caçador de marajás que decidiu acabar com a aposentadoria compulsória para juízes”, analisou Andreazza. (Por Flavio Pereira – Instagram: @flaviorrpereira)
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