Terça-feira, 25 de Junho de 2024

Home Economia Alta do PIB brasileiro mostra “consolidação da retomada” apesar de pandemia e guerra, diz o Ministério da Economia

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A alta de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano representa a “consolidação da retomada da atividade econômica, mesmo com os impactos do conflito do Leste Europeu e os efeitos remanescentes da pandemia”, de acordo com nota publicada nesta quinta-feira (1º), pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

“Observa-se que o Brasil apresenta ritmo de crescimento da atividade econômica de forma mais rápida do que outros países, inclusive quando comparado a alguns países emergentes. Na amostra de países do G-20 e que já divulgaram seus resultados trimestrais, o Brasil apresentou o 2º melhor resultado na margem para o PIB do segundo trimestre”, comparou o documento. “Cabe destacar que a continuidade da melhora da atividade local ocorre a despeito da deterioração nas projeções do PIB nas principais economias mundiais”, completou.

No último Boletim Macrofiscal da SPE, de julho, a equipe econômica elevou a projeção de crescimento do PIB de 2022 de 1,5% para 2,0%, patamar para o qual vem convergindo também as projeções de mercado, que começaram o ano mais pessimistas. A SPE deve atualizar essa projeção no boletim de setembro.

“Essa sequência de revisões reflete a visão de que as condições econômicas no Brasil estão resilientes, apesar das dificuldades impostas pelo cenário mundial que inclui a elevação recorde de custos de produção e de preços ao consumidor em todo o mundo”, avaliou a SPE.

O órgão destaca ainda o avanço do setor de serviços, a recuperação da agropecuária após problemas climáticos e a retomada na produção de bens de capital, com impacto na indústria. “Observa-se elevação da taxa de investimento, alcançando patamar de 18,7% do PIB%, a maior observada para o segundo trimestre desde 2014”, acrescentou o documento.

A SPE observou ainda que o PIB acumulado em quatro trimestres é de 2,6%. “Desde 2021, a economia brasileira demonstra capacidade de sustentar a retomada da atividade após choques adversos, como a pandemia e elevação histórica da inflação mundial. O primeiro semestre de 2022 manteve o crescimento da atividade, apesar do ambiente de incerteza gerado pelos reflexos do conflito entre Rússia e Ucrânia”, completou o órgão.

Ranking

O PIB brasileiro registrou o sétimo maior crescimento no segundo trimestre ante o primeiro trimestre, dentro de um ranking com 26 países, calculou a agência de classificação de risco Austin Rating.

A alta de 1,2% na atividade econômica do Brasil ficou atrás apenas dos desempenhos da Holanda (2,6%), Turquia (2,1%), Arábia Saudita (1,8%), Israel (1,6%), Colômbia (1,5%) e Suécia (1,4%).

Entre os países compilados, a China teve o pior desempenho, com queda de 2,6% no PIB do segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2022, seguido por Taiwan (-1,8%), Canadá (-0,3%), Cingapura (-0,2%) e Estados Unidos (-0,2%).

Na média dos países ranqueados, o PIB cresceu 0,6%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2021, o Brasil ficou em 18º lugar no ranking de crescimento do PIB, que nessa comparação conta com uma lista de 29 países com dados divulgados.

A economia brasileira cresceu 3,2% no segundo trimestre deste ano ante o segundo trimestre do ano passado. O melhor desempenho foi o da Índia, com expansão de 13,5%, e o pior, o da Rússia, com queda de 4,0%.

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