Segunda-feira, 23 de Maio de 2022

Home Mundo Argentina e FMI chegam a acordo sobre o refinanciamento da dívida de 45 bilhões de dólares

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A Argentina e FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciaram nesta quinta-feira (3) que chegaram a um acordo para o refinanciamento da dívida de US$ 45 bilhões do país com a entidade.

Segundo o acordo, o refinanciamento será feito por meio de um Mecanismo de Financiamento Estendido de 30 meses, disse o FMI. O projeto será enviado ao Congresso argentino, afirmou o Ministério da Economia local.

O novo acordo permite ao governo da Argentina refinanciar seus compromissos assumidos em 2018 após um empréstimo do FMI e cujos vencimentos terminavam entre 2022 e 2023, ressaltou o ministério.

“Os funcionários do FMI e as autoridades argentinas chegaram a um programa pragmático e realista, com políticas econômicas críveis para fortalecer a estabilidade macroeconômica e enfrentar os desafios profundamente enraizados da Argentina ao crescimento sustentável”, disse o FMI em comunicado.

Além da apreciação do Congresso argentino, o projeto passará depois por avaliação do Comitê Executivo do Fundo.

Trigo para o Brasil

O Brasil não terá problemas de abastecimento de trigo no curto prazo devido à guerra na Ucrânia, pois a Argentina já sinalizou ter oferta suficiente para atender as necessidades nacionais, mas os preços preocupam o setor, afirmou a Associação Brasileira da Indústria do Trigo nesta quinta-feira.

O volume vindo da Rússia para o Brasil é considerado muito pequeno e não há registro de compras do trigo da Ucrânia, afirmou a associação em nota, enquanto os argentinos são os principais fornecedores externos da indústria brasileira.

Cerca de 60% da demanda de trigo do Brasil é atendida por importação e, desse total, 85% é proveniente de um único país, a Argentina, cuja safra 2021/22 está estimada em um recorde de 22,1 milhões de toneladas.

Os valores do trigo na bolsa de Chicago estão sendo negociados em máximas de 14 anos.

Se o conflito armado se prolongar, a associação acredita que continuará a suspensão dos embarques nos portos ucranianos e os importadores concentrarão suas demandas nos demais exportadores, como Estados Unidos, Austrália, Canadá e Argentina – mantendo os preços em níveis elevados.

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