Domingo, 28 de Novembro de 2021

Home em foco Áustria anuncia lockdown para não vacinados contra o coronavírus

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O governo da Áustria anunciou que as pessoas que não tomaram a vacina contra a covid-19 terão que ficar em “lockdown”. A medida será formalmente confirmada neste domingo (14), quando os governadores se reunirão por videoconferência, assim como a comissão parlamentar em Viena. No entanto, não está claro em qual data entrará em vigor.

“O lockdown para os ‘não vacinados’ significa que não se pode sair de casa a menos que se vá trabalhar, fazer compras (para o essencial), ‘dar um passeio’ — exatamente pelo que todos nós tivemos que sofrer em 2020”, explicou o chanceler Alexander Schallenberg.

Durante coletiva de imprensa, Schallenberg revelou que serão feitas “revistas aleatórias” na população para garantir que as restrições estão sendo seguidas corretamente.

“Não vivemos em estado policial, não podemos e queremos verificar todas as esquinas”, disse ele, ressaltando que a medida é uma forma de incentivar a vacinação contra o coronavírus.

Insuficiente

O lockdown já foi formalmente aprovado no estado Alto Áustria e em Salzburgo a partir de segunda (15). A Áustria tem a menor porcentagem de pessoas imunizadas na Europa Ocidental, com a exceção de Liechtenstein.

De acordo com o epidemiologista Gerald Gartlehner, um bloqueio para os não vacinados não será suficiente para quebrar a curva de contágio exponencial. No Alto Áustria, a incidência semanal é de 1.195 e em Salzburgo, até 1.236.

“Precisamos de pelo menos uma proibição de eventos por quatro semanas”, comentou o especialista.

Logo após o anúncio, um porta-voz da União Europeia (UE) afirmou que as decisões sobre as restrições de covid “pertencem aos Estados-membros”. “A Comissão colabora com os Estados-Membros no acompanhamento da evolução epidemiológica e troca de informações sobre as medidas adequadas e continua a oferecer apoio se necessário, em caso de agravamento da situação epidemiológica, por exemplo, através do mecanismo de proteção civil da UE”, concluiu.

Europa

A Europa volt]ou a ser epicentro do covid-19 e já cogita lockdown. O contratempo chega no momento em que campanhas de vacinação bem-sucedidas atingem um platô antes dos meses de inverno e da temporada de gripe. Cerca de 65% da população do Espaço Econômico Europeu (EEE), que inclui União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega, recebeu duas doses, de acordo com dados da UE, mas o ritmo diminuiu nos últimos meses.

A administração de vacinas em países do sul europeu está em cerca de 80%, mas a relutância freia a distribuição no centro e no leste da Europa e na Rússia, causando surtos que podem sobrecarregar os sistemas de saúde.

Alemanha, França e Holanda também testemunham uma disparada de infecções, o que mostra o desafio enfrentado até por governos com índices altos de aceitação e acaba com as esperanças de que as vacinas significarão uma volta a algo parecido com o normal.

As hospitalizações e as mortes estão muito menores do que um ano atrás, e grande variações nacionais no uso de vacinas e medidas como distanciamento social tornam difícil chegar a conclusões a respeito de toda a região.

Mas uma combinação de vacinação baixa em algumas partes, imunidade em queda entre os primeiros vacinados e um relaxamento com máscaras e distanciamento quando os governos afrouxaram as restrições durante o verão provavelmente é a culpada pelo atual momento enfrentando pela Europa, disseram virologistas e especialistas de saúde pública à Reuters.

“Se existe uma coisa a se aprender disto, é não abaixar a guarda”, disse Lawrence Young, virologista da Escola de Medicina de Warwick do Reino Unido.

O relatório mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a semana encerrada em 7 de novembro mostrou que a Europa, incluindo a Rússia, foi a única região a registrar um aumento de casos de 7%, enquanto outras áreas relataram declínios ou tendências de estabilização.

De forma semelhante, o relatório apontou um aumento de 10% de mortes no continente, enquanto outras regiões mostraram recuos.

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