Quarta-feira, 17 de Abril de 2024

Home Economia Bolsonaro fala sobre autonomia do Banco Central: “abri mão de conduzir o controle da inflação”

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O presidente Jair Bolsonaro voltou a destacar que seu governo aprovou a autonomia do Banco Central (BC). Em encontro com políticos de Mato Grosso no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (3), afirmou que a autarquia mostra sucesso em conter a inflação.

“Eu abri mão do Banco Central, do poder de conduzir aquilo que é mais importante para nós, que é a condução da inflação. Não é fácil, mas estamos tendo sucesso”, declarou o presidente.

Para tentar conter a inflação, o BC vem promovendo altas sucessivas de juros. Ainda nesta noite, deve elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, de 13,25% para 13,75% ao ano, a 12ª alta seguida.

Na última terça (2), em entrevista ao SBT, Bolsonaro afirmou que a deflação a ser verificada no País deve ser a maior desde o Plano Real. De acordo com o chefe do Executivo, a população sentirá redução na conta de luz já neste mês.

Apesar de o presidente não ter especificado a que índice estava se referindo ao falar de deflação, o índice negativo deve ser verificado somente nos preços administrados. Será a primeira deflação anual do Plano Real a ser verificada em itens administrados em meio ao efeito das medidas tributárias para baixar os preços de combustíveis e energia.

Bolsonaro afirmou que o eleitor não pode decidir em quem votar em outubro com o coração ou com a emoção. “Tem que ser com a razão”, afirmou. Trechos do discurso foram transmitidos por aliados.

Aos presentes, Bolsonaro ainda voltou a prometer reajuste para servidores e a reestruturação das carreiras da Polícia Rodoviária Federal, agora para o ano que vem, e reiterou críticas indiretas ao Supremo Tribunal Federal. “Quem deveria zelar pela nossa liberdade está fazendo exatamente ao contrário”, declarou.

Fiesp

Bolsonaro cancelou a participação que faria em dois eventos em São Paulo no próximo dia 11: um encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e um jantar com empresários.

Segundo assessores presidenciais, empresários já tinham pedido que o jantar não fosse mais realizado. O motivo do cancelamento, segundo interlocutores, foi evitar uma “saia justa” para esse grupo.

Os empresários temiam ser vistos como apoiadores de Bolsonaro em suas críticas ao sistema eleitoral e aos manifestos pró-democracia que passaram a circular nas últimas semanas.

Fontes ligadas ao Palácio dizem que Bolsonaro não descarta ir à Fiesp em outra data para debater diretrizes e prioridades com empresários. O problema, neste caso, foi que a data coincidiria com a divulgação dos manifestos pela democracia – inclusive, um da própria federação.

O jantar estava sendo organizado pelo Grupo Esfera, uma instituição apartidária que organiza eventos com empresários e tem realizado jantares com candidatos à Presidência da República.

Por sinal, a Fiesp tem destacado também que atua como uma entidade apartidária e que seu manifesto em defesa da democracia não é um ato contra Bolsonaro, como ele tem dito em entrevistas.

Segundo interlocutores, a reunião na Fiesp acabaria se transformando também num “constrangimento” para o presidente, já que ele tem criticado as cartas em defesa da democracia que serão divulgadas, inclusive, no dia em que ele estaria na entidade. Além disso, há um receio de que Bolsonaro seja alvo de protestos em São Paulo neste dia.

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