Domingo, 27 de Setembro de 2026

Home Eleições 2026 Bolsonaros no Senado: Michelle lidera, Carlos vive empate triplo

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Representantes do clã Bolsonaro nas eleições para o Senado, os candidatos do PL Carlos Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, que disputam vagas na Casa, respectivamente, por Santa Catarina e pelo Distrito Federal, têm candidaturas competitivas para o cargo, mas enfrentam desafios eleitorais distintos, segundo pesquisas recentes. Enquanto a ex-primeira-dama lidera o pleito em que concorre, o enteado enfrenta uma disputa mais acirrada e aparece em empate técnico com outros dois nomes.

Em cenário mais favorável e sem enfrentar concorrência à direita, Michelle tem 22% das intenções de voto para as duas vagas ao Senado do Distrito Federal, de acordo com nova pesquisa Datafolha. A ex-primeira-dama é seguida pela senadora Leila Barros (PDT), conhecida como Leila do Vôlei, que busca a reeleição e pontua 19%.

Há empate dentro da margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos, entre as duas candidatas, que são seguidas pelas deputadas federais Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL), ambas com 15% e tecnicamente empatadas com Leila. Já a pesquisa Quaest, divulgada na véspera, mostrou Michelle com 26%, isolada na liderança. Na pesquisa do instituto, Leila marca os mesmos 19% e é seguida de perto por Erika Kokay e Bia Kicis, ambas com 15%.

Em Santa Catarina, estado para o qual transferiu seu domicílio eleitoral, Carlos Bolsonaro tem 16% das intenções de voto, segundo a nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada ontem. O ex-vereador do Rio aparece um ponto atrás da deputada federal Carol de Toni (PL), que soma 17%, e um ponto à frente do senador Esperidião Amin (PP), que tem 15%. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, há empate técnico entre os três.

Carlos ficou estável em relação à pesquisa anterior, do fim de agosto, mas viu sua correligionária avançar cinco pontos percentuais. Amin, porém, recuou quatro pontos, tendência que favorece o filho de Jair Bolsonaro.

O senador do PP chegou a ser cotado para uma composição com Carlos na chapa do governador Jorginho Mello (PL), que disputa a reeleição, mas foi escanteado por Carol de Toni, que ameaçou deixar o PL caso não fosse escolhida para concorrer ao cargo. Amin decidiu manter a candidatura, mas fechou aliança com o adversário do governador, o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD).

“Oportunismo” eleitoral

O filho de Jair Bolsonaro enfrenta críticas da classe política catarinense, que o vê como “forasteiro” e classifica sua transferência do Rio para o Estado, tradicionalmente apoiador do bolsonarismo, como “oportunismo”. Ele enfrenta uma ofensiva de rivais, que o acusam de não ter vinculação com Santa Catarina.

Logo na largada da corrida, o ex-vereador virou alvo de questionamentos por não citar o Estado durante sua primeira inserção na propaganda eleitoral gratuita. Na peça, Carlos pediu voto ao irmão, o presidenciável Flávio Bolsonaro. (Com informações do jornal O Globo)

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