Segunda-feira, 29 de Novembro de 2021

Home Comportamento Compaixão e empatia se aprende na infância: educadora diz que cultivar gentileza reduz risco de depressão

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As férias logo chegarão. O que te faria sentir melhor: receber um presente ou dar um a alguém necessitado? A pesquisa deixa claro que, como diz o provérbio, é melhor dar do que receber.

“Fazer coisas boas faz você se sentir melhor”, disse Andrew Miles, sociólogo da Universidade de Toronto. “Isso atende a uma necessidade psicológica básica, como dar ao nosso corpo uma alimentação adequada. Ajuda você a sentir que sua vida tem valor.”

Miles está atualmente conduzindo um amplo estudo controlado com o objetivo de quantificar as maneiras pelas quais fazer o bem pode ajudar a conter a ansiedade e a depressão que atualmente prejudicam a saúde e o bem-estar de muitas pessoas em todas as esferas da vida.

E a necessidade de praticar a gentileza pode nunca ter sido maior. As tensões econômicas, educacionais e vocacionais associadas à pandemia continuam presentes. Além disso, a mídia, a Internet e até mesmo as ruas dos bairros estão frequentemente repletas de ameaças físicas e comentários odiosos dirigidos a grandes segmentos da população.

Embora membros de grupos minoritários, sejam eles raciais, étnicos, religiosos ou sexuais, estejam cada vez mais dispostos a rebater ataques verbais e físicos e discriminação, muitos indivíduos-alvo continuam a sofrer em silêncio. Não é de admirar que as taxas de ansiedade e depressão permaneçam altas.

As crianças, que podem sentir prontamente a angústia emocional de seus cuidadores, muitas vezes compartilham a dor. Mas os especialistas dizem que existe um antídoto que pode beneficiar a todos. Eles chamam isso de “comportamento pró-social”, ou agir de forma a ajudar outras pessoas.

Em seu livro recentemente publicado, “Social Justice Parenting” (Parentalidade com Justiça Social, sem versão para o português), Traci Baxley, professora associada de educação na Universidade Florida Atlantic, enfatiza as recompensas de ensinar compaixão e gentileza para uma nova geração. Seu objetivo em promover um mundo mais justo para todos é criar filhos “que possam, no fim das contas, se auto-defender, ter empatia com os outros, reconhecer a injustiça e se tornarem proativos para mudá-la”.

Seu livro, que achei difícil largar, está repleto de excelentes exemplos e conselhos que podem ajudar os pais a criar os filhos com uma autoimagem saudável e consideração pelo bem-estar dos outros. Ela escreveu: “É nossa obrigação ensinar nossos filhos a se levantarem e serem aliados de grupos marginalizados e silenciados”.

Baxley, mãe de cinco filhos, disse que, ao retornarem à escola após a quarentena pandêmica, muitos jovens experimentaram um aumento na depressão e na ansiedade social que pode ser neutralizada por um comportamento pró-social.

“Apenas ver um gesto de compaixão e gentileza libera substâncias químicas no cérebro que os ajudam a se acalmar”, afirmou. “Isso diminui a frequência cardíaca e libera serotonina, que neutraliza os sintomas da depressão.”

O comportamento pró-social pode vir naturalmente para alguns. Mesmo crianças de 2 ou 3 anos podem compartilhar espontaneamente uma guloseima ou brinquedo com um amiguinho que esteja triste. Mas a maioria das crianças provavelmente precisará aprender isso com as mesmas pessoas que as ensinam a dizer “por favor” e “obrigado”, e quanto mais cedo isso acontecer, melhor.

Para começar, o comportamento pró-social requer compaixão e empatia, a capacidade de reconhecer e se preocupar com as necessidades e o bem-estar dos outros. Mas a compaixão sem ação não beneficia ninguém. O segundo passo é a gentileza, também conhecida como compaixão em ação. Você pode ficar angustiado ao ver uma pessoa idosa carregando sacolas pesadas, mas a menos que você se ofereça para ajudar ou expresse um desejo de ajudar, mas explique por que você não pode, sua compaixão não serve de nada.

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