Domingo, 28 de Novembro de 2021

Home Saúde Pesquisa identifica sinais do câncer de pâncreas

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De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade porque, além de ter um comportamento agressivo, é de difícil detecção. Assim, muita gente descobre a doença em tardio.

Uma pesquisa apresentada recentemente durante uma conferência do Instituto Nacional de Pesquisa sobre Câncer do Reino Unido, o NCRI Festival, pode mudar um pouco esse panorama. Pelo menos essa é a expectativa dos cientistas da Universidade Oxford, que assinam o trabalho.

“É possível diagnosticar as pessoas quando elas visitam seu médico de família, mas tanto os pacientes quanto os médicos precisam estar cientes dos sintomas associados ao câncer de pâncreas”, disse Weiqi Liao, um dos autores da análise, em comunicado divulgado pelo NCRI.

Usando um banco de dados eletrônico, ele e seus colegas selecionaram 24 236 pacientes diagnosticados com câncer de pâncreas na Inglaterra entre 2000 e 2017. A partir daí, os experts analisaram os sintomas de todo esse pessoal em vários momentos antes de receberem a confirmação do tumor e compararam com queixas de outros indivíduos que não apresentaram a doença.

De acordo com o comunicado, o amarelamento da pele (também conhecido como icterícia) e um sangramento no estômago ou intestino foram os dois sintomas mais graves ligados ao diagnóstico do adenocarcinoma ductal (o tipo mais comum de câncer pancreático) e também de uma forma mais rara da doença. Fora isso, os cientistas descreveram dois sinais previamente desconhecidos: sede e urina escura.

No total, a pesquisa identificou 23 sintomas relacionados ao tipo mais comum de câncer de pâncreas. São eles: Amarelamento da pele; Sangramento no estômago ou intestino; Problemas para engolir; Diarreia; Indigestão; Massa abdominal; Dor abdominal; Perda de peso; Prisão de ventre; Gordura nas fezes; Inchaço abdominal; Náusea; Flatulência; Azia; Febre; Cansaço; Perda de apetite; Coceira; Dor nas costas; Sede; Urina escura.

É claro que essas situações podem aparecer por outros tantos motivos, e nem sempre representam algo sério. Mas os autores notaram que os pacientes flagrados com a doença tinham maior risco de apresentar alguns desses sintomas um ano antes do diagnóstico.

“Isso ajudará os médicos a tomarem decisões sobre quem encaminhar para exames urgentes, especialmente quando os indivíduos apresentarem vários sintomas aparentemente inespecíficos”, avaliou Liao.

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