Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home Economia Confiança do comércio brasileiro cai 2,6% em setembro no segundo recuo seguido

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O Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) marcou 125,5 pontos em setembro, uma redução de 2,6% na comparação com o mês anterior no Brasil. Os dados foram divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) nesta terça-feira (27). O indicador mostra como os responsáveis pelas empresas enxergam o varejo e o que esperam para os próximos meses.

De acordo com o levantamento da CNC, a percepção sobre as condições atuais foi a que mais impactou o Icec. A categoria sofreu uma diminuição de 7,1% e marcou 107,8 pontos, influenciada pela avaliação sobre o próprio setor, que caiu 8,1% neste mês, chegando a 108 pontos.

Os valores vieram em sintonia com o declínio nas vendas por três meses seguidos – de maio a julho -, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A CNC utiliza dados de aproximadamente seis mil empresas em uma escala de zero a 200, tendo 100 como neutralidade. A economista da entidade Iziz Ferreira analisa que, apesar de operar acima do nível de indiferença, o Icec demonstra o cenário de indefinição do setor.

“O otimismo vem caindo não só pelo desempenho do comércio, mas também pelo cenário de incerteza, como que governo virá e a agenda econômica que irá adotar”, afirma a especialista.

Para ela, o recuo recente da inflação – acumulada em 8,73% nos últimos 12 meses após a deflação de agosto – e a influência das datas comemorativas, inclusive com a Copa do Mundo deste ano, podem melhorar a confiança do varejo.

Ainda de acordo com o levantamento da CNC, o plano de renovação dos estoques avançou 1,2% entre agosto e setembro, após dois meses de queda. Na comparação anual, a alta é de 4,4%. A proporção daqueles que consideram seus estoques acima do adequado recuou para 24,4% – ante 25,2% em setembro de 2021.

“Embora o volume de vendas no varejo esteja crescendo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o varejista tem ajustado a rotatividade dos estoques e aprimorado a gestão das prateleiras”, aponta o Icec da CNC.

O levantamento também agrega as expectativas para os próximos meses, cujo otimismo caiu 0,2% na comparação com agosto, devido aos desafios dos juros altos e do endividamento para os consumidores.

Já a perspectiva da economia para o curto prazo teve uma leve alta de 0,4%, com influência da revisão do PIB (Produto Interno Bruto) para cima pelo mercado, da melhora no mercado de trabalho e dos programas de transferência de renda do governo.

Nas intenções de investimentos, o resultado foi de -2,4%, puxado pela redução no item de contração de funcionários (-3,6%) e nas próprias empresas (-4,1%), com melhora apenas nos estoques, cuja evolução foi de 1,2%.

Em um ano, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio teve um aumento de 5,2%, provocado principalmente pela retomada do movimento de consumidores nas ruas. No entanto, ainda se mantém 2,7 pontos percentuais abaixo do nível anterior à pandemia.

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