Segunda-feira, 22 de Abril de 2024

Home em foco Deputado federal Daniel Silveira recebeu medalha da Biblioteca Nacional concedida a quem contribui com a literatura

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O deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) recebeu na tarde desta sexta-feira (1º) da Biblioteca Nacional (BN) a medalha da Ordem do Mérito do Livro, tradicionalmente dada pela instituição a pessoas que contribuem com a literatura.

Questionado sobre por que receberia o prêmio, Silveira divagou. “Não sei. Talvez pela causa que eu defendo”, disse o deputado federal, sem explicar a causa que defende.

Acadêmicos, escritores e intelectuais como o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade e o sociólogo e escritor pernambucano Gilberto Freyre já receberam a medalha da Ordem do Mérito do Livro.

Daniel Silveira é ex-policial militar e foi eleito para o cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2018. Antes das eleições, ele ganhou projeção ao viralizar nas redes sociais num vídeo em que, na companhia do deputado estadual Rodrigo Amorim, quebrava uma placa que homenageava Marielle Franco, vereadora assassinada em março de 2018.

Em abril deste ano, Silveira foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 9 meses de prisão por agressões verbais a ministros da Corte e por tentar impedir o livre exercício dos Poderes. No dia seguinte, o presidente da república, Jair Bolsonaro, publicou um indulto presidencial perdoando a pena do parlamentar.

Recusa

O escritor, poeta e tradutor Marco Lucchesi e o professor emérito da UFRJ Antonio Carlos Secchin, imortais da Academia Brasileira de Letras, recusaram a medalha da Ordem do Mérito do Livro, concedida pela Biblioteca Nacional para personalidades que contribuem com a literatura. O motivo é que, este ano, a honraria também foi entregue ao deputado federal.

No Twitter, Lucchesi criticou a entrega da honraria a Silveira e disse que não tem condições de recebê-la. “Se eu aceitasse a medalha seria referendar Bolsonaro, que disse preferir um clube ou estande de tiro a uma biblioteca”, afirmou o intelectual.

Secchin justificou a recusa dizendo que a cerimônia “se constituirá na celebração de uma única diretriz política, agraciando pessoas sem relação com livros, biblioteca e cultura”. “Nossas eventuais más companhias são as que escolhemos, não as que nos são impostas”, disse ele.

A família do poeta Carlos Drummond de Andrade, condecorado com a medalha em 1985, também repudiou o nome de Daniel Silveira entre os agraciados em 2022.

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