Quinta-feira, 20 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de agosto de 2026
As esperanças de encontrar sobreviventes em uma mina de ouro que desabou na República Centro-Africana diminuíam nesta quinta-feira (20), dois dias após o desastre matar mais de 100 pessoas e deixar outras soterradas sob os escombros.
Equipes de resgate continuaram a recuperar corpos do local de mineração artesanal em Zamboye, perto da fronteira com Camarões, mas trabalhadores locais afirmaram que a operação carecia dos equipamentos e da experiência necessários para um desastre dessa magnitude.
“O esforço de resgate está sendo organizado, mas não é suficiente para a situação”, disse Jérémie Ngbiri, um mineiro que trabalhava no local e perdeu o irmão e um amigo no desabamento.
Ngbiri relatou ter visto algumas vítimas sufocarem enquanto as pessoas tentavam resgatá-las. A Cruz Vermelha local estava auxiliando nas buscas, mas não conseguiu precisar quantas pessoas permaneciam soterradas, disse o voluntário Gervais Ganagoro.
“Continuamos encontrando corpos”, disse ele, acrescentando que mais de 10 foram recuperados apenas na manhã de quinta-feira. “A cada hora, corpos são descobertos, aumentando o número de vítimas.”
Autoridades locais e a Cruz Vermelha informaram na quarta-feira que mais de 100 pessoas morreram no desabamento e alertaram que o número de vítimas provavelmente aumentaria.
Investigação sobre as causas do desabamento dos túneis
O tribunal da subprefeitura de Baboua informou em comunicado que vários túneis subterrâneos onde os mineiros trabalhavam desabaram, provocando um deslizamento de terra.
Uma investigação foi aberta para determinar as causas do desabamento, identificar as vítimas e os responsáveis pela operação do local, bem como apurar eventuais responsabilidades criminais, segundo o comunicado.
O ministro de Minas, Rufin Benam Beltoungou, expressou condolências às famílias das vítimas e alertou os mineiros sobre os perigos de práticas de mineração inseguras, conforme nota divulgada pelo ministério.