Terça-feira, 14 de Abril de 2026

Home Economia Dólar fecha abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em dois anos

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O dólar encerrou esta segunda-feira (13) no menor patamar desde o fim de março de 2024, aos R$ 4,99, em queda de 0,3%. É o menor nível para a divisa em 25 meses, quando, em 27 de março daquele ano, a moeda encerrou a sessão valendo R$ 4,97.

O patamar não visto há pouco mais de dois anos para o dólar vem, na leitura de Alexandre Viotto, da EQI Investimentos, do fluxo internacional comprador de petróleo. Como o Brasil é exportador da commodity, o real se valoriza frente o dólar, diante da busca pelo óleo. No ano, a moeda americana já registra uma desvalorização de 8,96%.

“O índice CRB, cesta que acompanha preço das commodities, que acompanha, subiu 20% desde o início do conflito. E, quanto mais alto, mais as commodities estão valorizadas. E, como somos exportadores, quando o índice sobe, a tendência é que o real se valorize (frente o dólar)”, diz Viotto.

Para Viotto, da EQI, a previsão mais alta da inflação, apresentada pelo Boletim Focus nesta segunda-feira — em que o mercado revisou para 4,71% a estimativa do IPCA em 2026 por conta dos efeitos do conflito no Oriente Médio — contribui para a queda do real, já que a inflação maior enseja juro mais alto por mais tempo.

“Algumas casas estimavam três pontos de queda antes do conflito. Agora, o mercado tem dúvidas da velocidade. A tendência é que juro fique mais alto por mais tempo, o que ajuda a moeda brasileira”, ele diz, associando ao ambiente atraente para a operação conhecida como carry trade.

Nesta operação, investidores tomam empréstimos em economias com juros baixos e aplica em economias com juros restritivos, a fim de ganhar com a diferença.

Na leitura de Leonardo Costa, economista da financeira ASA, as estimativas do Boletim Focus reagem de maneira mais lenta, mas ainda assim refletem consequências do conflito entre EUA e Irã:

“O efeito da Guerra tem se mostrado maior e mais duradouro. O preço do petróleo não voltou ao patamar anterior e nem deve voltar, e vamos colher efeitos de segunda ordem. A cadeia toda fica prejudicada. Um choque de commodities se espalha pela economia como um todo — ele diz, afirmando que as próximas projeções do documento do BC devem mostrar novas revisões para cima. A ASA, casa de Leonardo, já vê o IPCA em 5% no fim do ano. (Com informações do jornal O Globo)

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