Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2024

Home Economia Empresa parceira da rede de hotéis Hard Rock no Brasil é alvo de inquérito da Polícia Federal e tenta captar mais 600 milhões de reais

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Há quase dez anos, um grupo de cotistas aguarda para exercer seu direito de relaxar em um resort de luxo que está sendo erguido em Sertaneja, município com menos de 10 mil habitantes na região Norte do Paraná (a cerca de 80 km de Londrina). A entrega, que estava prevista inicialmente para 2013, agora está prometida para o ano que vem. Desde então, o projeto já mudou de mãos e ganhou uma nova marca poderosa – a da Hard Rock Resorts –, mas mesmo assim ainda não saiu do papel.

O projeto hoje está na mão da Venture Capital Participações e Investimentos (VCI), parceira do grupo norte-americano no Brasil, que anunciou o acordo em dezembro de 2017. Na época, ele assumiu dois empreendimentos do tipo – o do Paraná e um no Ceará – cujos donos originais tinham enfrentado dificuldades financeiras. Quase cinco anos depois, esses projetos, além de outros que a VCI anunciou do zero, continuam na promessa.

Hoje, quase 6 mil cotistas dividem o direito de propriedade do resort no norte paranaense: entre quem fez o investimento, reina a incerteza sobre quando o hotel ficará pronto e certo desânimo com a aquisição. Desde o início da parceria com a Hard Rock, o VCI lançou empreendimentos com potencial de gerar R$ 8 bilhões em vendas.

Processos na CVM

Mas o ceticismo dos clientes não se resume a reclamações em redes sociais e em órgãos de direito do consumidor. Vai muito além. Há acusações de irregularidades contra os responsáveis pelos projetos em dois processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Procurado, o órgão disse não comentar processos em andamento.

As suspeitas levantadas pelo regulador do mercado também passaram a ser averiguadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. O inquérito da PF apura potenciais crimes de emissão de valores mobiliários sem lastro ou com garantia insuficiente, além de falsidade ideológica.

A Venture Capital Participações e Investimentos nega irregularidades e afirma que até o momento nada foi comprovado em nenhuma instância, mesmo após anos de verificações. Também sustenta que parte das acusações se refere a captações de recursos feitas por um antigo dono de um dos projetos. Diz ainda ter passado por diligências de cinco meses e afirma acreditar em sua absolvição no julgamento, aguardado para dezembro deste ano na CVM.

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