Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2024

Home em foco Escritório de Bolsonaro alugado pelo PL terá dois andares e recepção com balcão vermelho

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Alugado ao lado do escritório do PL, no nono andar de um prédio comercial de Brasília, o gabinete onde Jair Bolsonaro passará a despachar a partir de janeiro de 2023 tem, logo na entrada, um balcão vermelho que servirá de recepção — a cor é essa mesma, o vermelho que ele tanto diz desprezar.

O espaçoso escritório tem dois andares e pelo menos uma dezena de salas. No segundo andar fica uma confortável sala no onde o futuro ex-presidente passará a receber seus aliados políticos.

Também no segundo andar, e não menos espaçosa, ficará a sala de Braga Netto, outro que almeja seguir carreira político-partidária. Não está descartada, porém, uma reforma para trocar a cor vermelha da recepção.

Direitos

Apesar de ficar sem cargo público pela primeira vez em 34 anos quando deixar a Presidência, em janeiro, Jair Bolsonaro não ficará de mãos abanando. Além de suas aposentadorias como capitão do Exército e deputado, Bolsonaro também terá direito a um conjunto de benefícios que todos os ex-presidentes têm, como assessores e veículos oficiais.

De acordo com uma lei de 1986, que sofreu alterações ao longo dos anos, e um decreto de 2008, os ex-chefes do Executivo ganham a prerrogativa de utilizar oito funcionários, entre eles dois motoristas, dois assessores e quatro servidores que atuam em atividades de “segurança e apoio pessoal”. Os ex-presidentes também ficam com dois carros à disposição. Os ex-presidentes escolhem quem serão esses funcionários, e a conta é paga pela Presidência.

Todos os antigos ocupantes do Palácio do Planalto que estão vivos fazem uso desses benefícios, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva, eleito para suceder Bolsonaro. Também usufruem José Sarney, Fernando Collor (que hoje é senador), Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e Michel Temer.

No ano passado, a Presidência da República gastou R$ 5,8 milhões com os assessores dos ex-mandatários. A maior fatia foi com Lula: R$ 1,1 milhão. Dilma Rousseff vem em segundo, com R$ 1,08 milhão, valor semelhante ao gasto com Fernando Collor (R$ 1,06 milhão). Michel Temer (R$ 910 mil), José Sarney (R$ 824 mil) e Fernando Henrique (R$ 762 mil) completam a lista.

Além desses benefícios, Bolsonaro poderá ganhar cerca de R$ 42 mil por mês com aposentadorias do Exército e da Câmara dos Deputados. O presidente ainda pode ocupar um cargo no seu partido, o PL, com salário que aumentaria sua remuneração mensal, mas cujo valor ainda não foi divulgado pelo partido.

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