Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

Home Política Exército não vai “passar a mão na cabeça” de Cid

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De acordo com fontes da cúpula do Exército, as Forças Armadas não vão “passar a mão na cabeça” de Mauro Cid e de seu pai, o General Mauro Cesar Lourena Cid, se eles forem culpados.

Essas fontes ressaltam que não vão fazer julgamentos precipitados e pretendem esperar o devido processo legal.

O Exército seguirá apoiando a família e dando acompanhamento jurídico a Cid, que é coronel da ativa, conforme as regras da corporação.

A busca e apreensão na casa de um general quatro estrelas, como é o caso do pai do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que fez parte do alto comando do Exército, causou revolta nos grupos de WhatsApp de militares de ativa e da reserva.

Existe no inquérito uma foto que mostra o reflexo do general Mauro Cesar Lourena Cid junto de um dos presentes que Bolsonaro (PL) recebeu do exterior que seriam vendidos.

Em nota, o Exército informou que “vem acompanhando as diligências e não se manifesta sobre processos apuratórios de outros órgãos”, mas que “não compactua com desvios de conduta de quaisquer de seus integrantes”.

Operação

A Polícia Federal cumpriu, na última sexta-feira (11), mandados de busca e apreensão contra militares suspeitos de vender ilegalmente presentes dados ao governo por delegações estrangeiras durante o mandato do ex-presidente Bolsonaro.

Foram alvos da operação o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel do Exército Mauro Barbosa Cid; o pai dele, o general do Exército Mauro César Lourena Cid; o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército Osmar Crivelatti; e o advogado Frederick Wassef, que já defendeu Bolsonaro e familiares em diversos processos na Justiça.

Os mandados foram autorizados pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes dentro do inquérito policial que apura a atuação das chamadas “milícias digitais” em tramitação no Supremo.

“Os valores obtidos dessas vendas foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores. Os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de peculato e lavagem de dinheiro”, informou a PF.

Rolex

Trocas de e-mails revelam que Mauro Cid tentou vender um relógio da marca Rolex recebido em viagem oficial do governo brasileiro à Arábia Saudita, no dia 30 de outubro de 2019.

Na oportunidade, o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abduld-Aziz, doou ao então presidente Jair Bolsonaro um conjunto de objetos valiosos.

Transações atípicas

O general Lourena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, movimentou quase R$ 4 milhões em contas bancárias entre fevereiro de 2022 e maio deste ano. É o que aponta o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

As transações foram consideradas “atípicas” para “agentes públicos”. O documento que relata o valor de R$ 3.914.157 foi enviado à CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara dos Deputados.

Ao todo, o general Cid recebeu R$ 1.949.104 em suas contas e enviou R$ 1.965.053. Segundo dados do Portal da Transparência do governo federal, ele recebe um salário líquido de R$ 23.896,43.

CPI das joias

A base do governo na Câmara dos Deputados tenta conseguir apoio para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o suposto esquema de venda ilegal de joias recebidas como presente durante viagens oficias do governo Bolsonaro.

O recolhimento de assinaturas para a instauração da comissão começou quando o caso das joias recebidas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, da Arábia Saudita vieram à tona.

Conforme o autor do pedido, deputado Rogério Correia (PT-MG) será necessário conversar com os parlamentares e ir conquistando apoio para instaurar a CPI a partir desta segunda-feira (14).

Até o momento, são 108 assinaturas. O mínimo para protocolar uma CPI é de 171.

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