Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de setembro de 2026
Pode-se acusar Gilmar Mendes de tudo, menos de imprevidente.
Já enviou um advogado de sua confiança para conversar (mais de uma vez) com Flávio Bolsonaro.
Posteriormente, Gilmar entrou em contato para afirmar que não mandou “nenhum advogado para conversar com Flávio Bolsonaro”:
“Eu não preciso disso. Jamais vou usar intermediário. Já falei com ele algumas vezes este ano. Quando ele quiser, ele pode me procurar. Assim como a Michelle me procurou duas vezes pendido pela prisão domiciliar do marido; e como o Rogério Marinho se encontrou comigo há duas semanas”)
Bate-boca
Os ministros Gilmar e André Mendonça bateram boca durante a sessão do Supremo Tribunal Federal de terça-feira (15), que analisa a crise do Banco Master que atinge a Corte.
O bate-boca começou quando Gilmar Mendes saiu em defesa de Paulo Gonet, procurador-geral da República, que havia acabado de dizer que não teve relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Nesse momento, Gilmar disse que Mendonça age com “desfaçatez” e “leviandade”.
“É impressionante, senhor presidente, que uma pessoa da estatura do senhor Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso, sim, é leviandade (de Mendonça). Um sujeito investido de um sentimento policialesco junto com os seus delegados. É impressionante a desfaçatez desse sujeito (Mendonça)”, esbravejou Gilmar.
“A desfaçatez de vossa excelência! Me respeite, me respeite. Isso aqui não é brincadeira!”, gritou André Mendonça.
“Pode chorar, pode chorar”, disse Gilmar Mendes.
“Não estou chorando não. Aqui não tem choro não. Respeite!”, declarou Mendonça.
Na sequência, o ministro Flávio Dino anunciou que estava pedindo vista do julgamento, cobrando providências por parte do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, sobre o bate-boca que acabara de ocorrer entre Gilmar e Mendonça.
O ministro também fez menções a mensagens sobre ministros do STF que estão em celular de Daniel Vorcaro.
Nesse momento, Fux declarou: “Mensagem comigo não tem”.
Dino, então, respondeu: “Tem, ministro Fux. Tem”.
Fux reafirmou: “Comigo não tem. Nunca vi esse sujeito na minha vida. Só se vossa excelência está se baseando nesses inquéritos que surgem do nada”.
“Ministro Fux, vossa excelência terá que esclarecer isso num momento próprio. Infelizmente”, respondeu Dino. (Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo e do portal g1)