Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 12 de agosto de 2026
O juiz da 2ª Vara de Falências de São Paulo, Paulo Furtado de Oliveira Filho, sugeriu aos filhos do falecido banqueiro Edemar Cid Ferreira, ex-controlador do Banco Santos, a venda das participações da família na instituição financeira ao Banco Master. Em reunião gravada em agosto de 2024, o magistrado também criticou a defesa dos herdeiros, indicou advogados e mencionou a possibilidade de um “acordão” para encerrar a falência e as ações contra os filhos de Edemar.
As conversas constam de uma gravação de 45 minutos obtida pelo Estadão. O encontro ocorreu em 22 de agosto de 2024, oito meses após a morte de Edemar, no gabinete do juiz. Participaram os três filhos do banqueiro, Rodrigo, Eduardo e Leonardo, sem a presença de seus advogados. A reunião foi organizada pelo administrador judicial Fernando Borges, que não tinha procuração para representar nenhuma das partes no processo.
A reportagem do Estadão submeteu o áudio a dois peritos, que não identificaram manipulação, cortes ou alterações nas vozes e no som ambiente. Juristas consideraram irregular a reunião sem a presença do Ministério Público e o fato de o juiz ter discutido com os herdeiros uma proposta de compra pelo Master, além de sugerir a troca de advogados e um acordo.
Paulo Furtado negou qualquer irregularidade. O juiz afirmou que atende as partes de forma “igualitária” e que suas decisões têm sido confirmadas por instâncias superiores. O processo está suspenso pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apura suspeitas de falhas e irregularidades em sua condução. Os herdeiros de Edemar não se manifestaram. Fernando Borges também não respondeu. O síndico da massa falida, Vânio Aguiar, não quis comentar.
Na reunião, juiz e herdeiros discutiram formas de encerrar o processo de falência do Banco Santos, que tramita há cerca de 20 anos. A instituição quebrou em 2005, deixando dívidas de R$ 3 bilhões. A mansão de Edemar e sua coleção de obras de arte foram leiloadas para quitar parte dos débitos. O banqueiro morreu em janeiro de 2024.
O processo se tornou alvo de uma disputa entre os filhos de Edemar e os responsáveis pela massa falida. Recentemente, os herdeiros apresentaram ao CNJ uma denúncia com supostas irregularidades atribuídas ao juiz Paulo Furtado e a Vânio Aguiar. O CNJ afastou Vânio, suspendeu a falência e determinou que o magistrado prestasse esclarecimentos.
Quando ocorreu a reunião, o caso do Banco Master ainda não havia ganhado a repercussão posterior. Os ativos do Banco Santos eram alvo de interesse de fundos e instituições financeiras. Segundo o juiz, advogados ligados ao Master haviam conversado com ele sobre a aquisição do controle do banco.
“Eles vieram expor, falaram: ‘nós já tínhamos lá atrás sido consultados pelo Edemar, e temos uma proposta de comprar o controle do banco porque queremos aproveitar o prejuízo fiscal’”, afirmou o magistrado. O prejuízo fiscal pode ser utilizado para reduzir o Imposto de Renda devido por uma empresa.
Em outro trecho, Leonardo perguntou qual seria a melhor saída para o “encerramento total” do processo. O juiz respondeu: “Olhando essa proposta do Master, porque como eles estão interessados em comprar o controle, e o controle, na verdade, tecnicamente, era do pai de vocês e hoje é do espólio, é um negócio privado. Então, ninguém tem nada a ver com isso. Se alguém tá disposto a falar para mim, me vende isso aqui, isso aqui é meu… quanto você quer pagar?”
O magistrado também afirmou que, em caso de venda da participação da família, poderia haver o encerramento das ações de responsabilidade contra os herdeiros.
“Agora, vamos pensar assim, bom, quais são as responsabilidades hoje atribuídas ao espólio? E vamos supor que algum credor vá querer colocar a mão nesse dinheiro. Esse é um ponto. Lá tem ação de responsabilidade. O espólio vai receber isso e ponto final”, disse.
Na sequência, reforçou: “Porque credores abrem mão, administrador judicial, massa falida abre mão, todo mundo que tem alguma pretensão contra o espólio abre mão. Acabou. Eu acho que seria mais fácil de vocês saírem de tudo, não tem mais briga no processo, não tem mais briga fora do processo”.
Leonardo então perguntou: “Mas aí seria um acordão”. Paulo Furtado respondeu: “Seria um acordão, mas vocês sairiam do processo. O assunto é deles (dos compradores da massa falida)”.
O juiz ainda criticou os advogados dos filhos de Edemar, que haviam questionado a atuação do administrador judicial, e defendeu a contratação da esposa de Vânio Aguiar como advogada da massa falida do Banco Santos. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Por Redação Rádio Pampa | 12 de agosto de 2026
O juiz da 2ª Vara de Falências de São Paulo, Paulo Furtado de Oliveira Filho, sugeriu aos filhos do falecido banqueiro Edemar Cid Ferreira, ex-controlador do Banco Santos, a venda das participações da família na instituição financeira ao Banco Master. Em reunião gravada em agosto de 2024, o magistrado também criticou a defesa dos herdeiros, indicou advogados e mencionou a possibilidade de um “acordão” para encerrar a falência e as ações contra os filhos de Edemar.
As conversas constam de uma gravação de 45 minutos obtida pelo Estadão. O encontro ocorreu em 22 de agosto de 2024, oito meses após a morte de Edemar, no gabinete do juiz. Participaram os três filhos do banqueiro, Rodrigo, Eduardo e Leonardo, sem a presença de seus advogados. A reunião foi organizada pelo administrador judicial Fernando Borges, que não tinha procuração para representar nenhuma das partes no processo.
A reportagem do Estadão submeteu o áudio a dois peritos, que não identificaram manipulação, cortes ou alterações nas vozes e no som ambiente. Juristas consideraram irregular a reunião sem a presença do Ministério Público e o fato de o juiz ter discutido com os herdeiros uma proposta de compra pelo Master, além de sugerir a troca de advogados e um acordo.
Paulo Furtado negou qualquer irregularidade. O juiz afirmou que atende as partes de forma “igualitária” e que suas decisões têm sido confirmadas por instâncias superiores. O processo está suspenso pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apura suspeitas de falhas e irregularidades em sua condução. Os herdeiros de Edemar não se manifestaram. Fernando Borges também não respondeu. O síndico da massa falida, Vânio Aguiar, não quis comentar.
Na reunião, juiz e herdeiros discutiram formas de encerrar o processo de falência do Banco Santos, que tramita há cerca de 20 anos. A instituição quebrou em 2005, deixando dívidas de R$ 3 bilhões. A mansão de Edemar e sua coleção de obras de arte foram leiloadas para quitar parte dos débitos. O banqueiro morreu em janeiro de 2024.
O processo se tornou alvo de uma disputa entre os filhos de Edemar e os responsáveis pela massa falida. Recentemente, os herdeiros apresentaram ao CNJ uma denúncia com supostas irregularidades atribuídas ao juiz Paulo Furtado e a Vânio Aguiar. O CNJ afastou Vânio, suspendeu a falência e determinou que o magistrado prestasse esclarecimentos.
Quando ocorreu a reunião, o caso do Banco Master ainda não havia ganhado a repercussão posterior. Os ativos do Banco Santos eram alvo de interesse de fundos e instituições financeiras. Segundo o juiz, advogados ligados ao Master haviam conversado com ele sobre a aquisição do controle do banco.
“Eles vieram expor, falaram: ‘nós já tínhamos lá atrás sido consultados pelo Edemar, e temos uma proposta de comprar o controle do banco porque queremos aproveitar o prejuízo fiscal’”, afirmou o magistrado. O prejuízo fiscal pode ser utilizado para reduzir o Imposto de Renda devido por uma empresa.
Em outro trecho, Leonardo perguntou qual seria a melhor saída para o “encerramento total” do processo. O juiz respondeu: “Olhando essa proposta do Master, porque como eles estão interessados em comprar o controle, e o controle, na verdade, tecnicamente, era do pai de vocês e hoje é do espólio, é um negócio privado. Então, ninguém tem nada a ver com isso. Se alguém tá disposto a falar para mim, me vende isso aqui, isso aqui é meu… quanto você quer pagar?”
O magistrado também afirmou que, em caso de venda da participação da família, poderia haver o encerramento das ações de responsabilidade contra os herdeiros.
“Agora, vamos pensar assim, bom, quais são as responsabilidades hoje atribuídas ao espólio? E vamos supor que algum credor vá querer colocar a mão nesse dinheiro. Esse é um ponto. Lá tem ação de responsabilidade. O espólio vai receber isso e ponto final”, disse.
Na sequência, reforçou: “Porque credores abrem mão, administrador judicial, massa falida abre mão, todo mundo que tem alguma pretensão contra o espólio abre mão. Acabou. Eu acho que seria mais fácil de vocês saírem de tudo, não tem mais briga no processo, não tem mais briga fora do processo”.
Leonardo então perguntou: “Mas aí seria um acordão”. Paulo Furtado respondeu: “Seria um acordão, mas vocês sairiam do processo. O assunto é deles (dos compradores da massa falida)”.
O juiz ainda criticou os advogados dos filhos de Edemar, que haviam questionado a atuação do administrador judicial, e defendeu a contratação da esposa de Vânio Aguiar como advogada da massa falida do Banco Santos. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Por Redação Rádio Pampa | 12 de agosto de 2026
O juiz da 2ª Vara de Falências de São Paulo, Paulo Furtado de Oliveira Filho, sugeriu aos filhos do falecido banqueiro Edemar Cid Ferreira, ex-controlador do Banco Santos, a venda das participações da família na instituição financeira ao Banco Master. Em reunião gravada em agosto de 2024, o magistrado também criticou a defesa dos herdeiros, indicou advogados e mencionou a possibilidade de um “acordão” para encerrar a falência e as ações contra os filhos de Edemar.
As conversas constam de uma gravação de 45 minutos obtida pelo Estadão. O encontro ocorreu em 22 de agosto de 2024, oito meses após a morte de Edemar, no gabinete do juiz. Participaram os três filhos do banqueiro, Rodrigo, Eduardo e Leonardo, sem a presença de seus advogados. A reunião foi organizada pelo administrador judicial Fernando Borges, que não tinha procuração para representar nenhuma das partes no processo.
A reportagem do Estadão submeteu o áudio a dois peritos, que não identificaram manipulação, cortes ou alterações nas vozes e no som ambiente. Juristas consideraram irregular a reunião sem a presença do Ministério Público e o fato de o juiz ter discutido com os herdeiros uma proposta de compra pelo Master, além de sugerir a troca de advogados e um acordo.
Paulo Furtado negou qualquer irregularidade. O juiz afirmou que atende as partes de forma “igualitária” e que suas decisões têm sido confirmadas por instâncias superiores. O processo está suspenso pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apura suspeitas de falhas e irregularidades em sua condução. Os herdeiros de Edemar não se manifestaram. Fernando Borges também não respondeu. O síndico da massa falida, Vânio Aguiar, não quis comentar.
Na reunião, juiz e herdeiros discutiram formas de encerrar o processo de falência do Banco Santos, que tramita há cerca de 20 anos. A instituição quebrou em 2005, deixando dívidas de R$ 3 bilhões. A mansão de Edemar e sua coleção de obras de arte foram leiloadas para quitar parte dos débitos. O banqueiro morreu em janeiro de 2024.
O processo se tornou alvo de uma disputa entre os filhos de Edemar e os responsáveis pela massa falida. Recentemente, os herdeiros apresentaram ao CNJ uma denúncia com supostas irregularidades atribuídas ao juiz Paulo Furtado e a Vânio Aguiar. O CNJ afastou Vânio, suspendeu a falência e determinou que o magistrado prestasse esclarecimentos.
Quando ocorreu a reunião, o caso do Banco Master ainda não havia ganhado a repercussão posterior. Os ativos do Banco Santos eram alvo de interesse de fundos e instituições financeiras. Segundo o juiz, advogados ligados ao Master haviam conversado com ele sobre a aquisição do controle do banco.
“Eles vieram expor, falaram: ‘nós já tínhamos lá atrás sido consultados pelo Edemar, e temos uma proposta de comprar o controle do banco porque queremos aproveitar o prejuízo fiscal’”, afirmou o magistrado. O prejuízo fiscal pode ser utilizado para reduzir o Imposto de Renda devido por uma empresa.
Em outro trecho, Leonardo perguntou qual seria a melhor saída para o “encerramento total” do processo. O juiz respondeu: “Olhando essa proposta do Master, porque como eles estão interessados em comprar o controle, e o controle, na verdade, tecnicamente, era do pai de vocês e hoje é do espólio, é um negócio privado. Então, ninguém tem nada a ver com isso. Se alguém tá disposto a falar para mim, me vende isso aqui, isso aqui é meu… quanto você quer pagar?”
O magistrado também afirmou que, em caso de venda da participação da família, poderia haver o encerramento das ações de responsabilidade contra os herdeiros.
“Agora, vamos pensar assim, bom, quais são as responsabilidades hoje atribuídas ao espólio? E vamos supor que algum credor vá querer colocar a mão nesse dinheiro. Esse é um ponto. Lá tem ação de responsabilidade. O espólio vai receber isso e ponto final”, disse.
Na sequência, reforçou: “Porque credores abrem mão, administrador judicial, massa falida abre mão, todo mundo que tem alguma pretensão contra o espólio abre mão. Acabou. Eu acho que seria mais fácil de vocês saírem de tudo, não tem mais briga no processo, não tem mais briga fora do processo”.
Leonardo então perguntou: “Mas aí seria um acordão”. Paulo Furtado respondeu: “Seria um acordão, mas vocês sairiam do processo. O assunto é deles (dos compradores da massa falida)”.
O juiz ainda criticou os advogados dos filhos de Edemar, que haviam questionado a atuação do administrador judicial, e defendeu a contratação da esposa de Vânio Aguiar como advogada da massa falida do Banco Santos. (Com informações de O Estado de S. Paulo)