Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de setembro de 2026
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes entrou nos cálculos eleitorais das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e provocou ajustes nas estratégias dos dois candidatos na reta final da disputa pela Presidência.
Do lado de Lula, parte dos integrantes da campanha defende que o assunto seja deixado em segundo plano. A avaliação é que insistir no episódio envolvendo o Supremo não ajuda o petista a recuperar terreno e que a campanha deve concentrar esforços em propostas e respostas para a economia. Outra ala defende que o presidente adote uma postura mais crítica à Corte e marque distância de Moraes, embora aliados avaliem que o cargo limite críticas diretas ao ministro.
Aliados de Lula apontam o preço dos alimentos e a inflação como fatores de desgaste. Integrantes da campanha atribuem o crescimento de Flávio entre eleitores de menor renda e mulheres à estratégia do adversário de explorar o custo de vida.
A ofensiva de Lula inclui comparar a situação econômica atual com a vivida durante o governo de Jair Bolsonaro. Entre segunda (14) e essa terça-feira (15), o presidente publicou nas redes sociais conteúdos sobre a fome e o preço da carne. Uma das peças contrapõe declarações de Bolsonaro sobre a fome a dados sobre a redução da pobreza e destaca a saída do Brasil do Mapa da Fome. O conteúdo foi repostado por Lula.
A estratégia ocorre após a pesquisa Quaest mostrar, pela primeira vez desde o início oficial da campanha, Flávio numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno. O senador aparece com 42%, contra 40% do presidente. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Entre as mulheres, a distância também diminuiu. Em agosto, Lula registrava 47%, contra 35% de Flávio. Agora, o presidente tem 41%, e o candidato do PL, 38%.
Flávio
Na campanha de Flávio, a crise no Supremo é apontada como um dos componentes que contribuíram para criar um ambiente favorável ao candidato. Auxiliares, porém, também consideram a economia como um dos principais pontos da estratégia.
Pessoas próximas ao publicitário Duda Lima, responsável pela campanha, avaliam que o cenário mais favorável na sessão desta terça seria a abertura de uma investigação contra Moraes, por entenderem que isso prolongaria o desgaste do ministro e sua associação política com Lula.
Mesmo sem esse desfecho, a campanha considera que a imagem de Moraes, associada por parte da população ao atual presidente, já sofreu desgaste e pretende manter essa associação sem transformar o Supremo no principal assunto da campanha.
Nas redes sociais, Flávio divulgou um vídeo em que afirma que uma parte do Supremo “descumpriu a lei” e, junto ao atual governo federal, faz parte de um “sistema apodrecido”. Durante o horário eleitoral gratuito, o candidato replicou o vídeo.
“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes e no fim o Brasil ficou sem presidente nenhum, sem comando”, afirmou o senador.
A equipe de Flávio pretende reforçar as inserções sobre custo de vida e ampliar conteúdos com esse enfoque. Uma das peças mostra o candidato em supermercados, usando o preço dos alimentos para confrontar a gestão Lula.
Na reta final, aliados também pretendem ampliar o discurso voltado às eleitoras, especialmente em temas relacionados às mulheres e à segurança pública. A mesma estratégia deve orientar a preparação para o debate da TV Globo, marcado para 1º de outubro. A intenção é concentrar os ataques em segurança pública, temas ligados às mulheres e custo de vida, deixando o STF em segundo plano.
A escolha também considera o caso “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de irregularidades na captação e na destinação de recursos para financiar a produção. Nos últimos dias, ele se manifestou sobre as investigações. Na quinta (10), chamou de “terceira facada” a operação da PF que teve como alvos o deputado Mário Frias (PL-SP) e pessoas ligadas à produção do filme. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino.
No dia seguinte, ao comentar o inquérito no qual é investigado por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme, Flávio defendeu a divulgação das informações e afirmou que a transparência confirmaria sua versão sobre o episódio. (Com informações do portal de notícias g1)
Por Redação Rádio Pampa | 15 de setembro de 2026
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes entrou nos cálculos eleitorais das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e provocou ajustes nas estratégias dos dois candidatos na reta final da disputa pela Presidência.
Do lado de Lula, parte dos integrantes da campanha defende que o assunto seja deixado em segundo plano. A avaliação é que insistir no episódio envolvendo o Supremo não ajuda o petista a recuperar terreno e que a campanha deve concentrar esforços em propostas e respostas para a economia. Outra ala defende que o presidente adote uma postura mais crítica à Corte e marque distância de Moraes, embora aliados avaliem que o cargo limite críticas diretas ao ministro.
Aliados de Lula apontam o preço dos alimentos e a inflação como fatores de desgaste. Integrantes da campanha atribuem o crescimento de Flávio entre eleitores de menor renda e mulheres à estratégia do adversário de explorar o custo de vida.
A ofensiva de Lula inclui comparar a situação econômica atual com a vivida durante o governo de Jair Bolsonaro. Entre segunda (14) e essa terça-feira (15), o presidente publicou nas redes sociais conteúdos sobre a fome e o preço da carne. Uma das peças contrapõe declarações de Bolsonaro sobre a fome a dados sobre a redução da pobreza e destaca a saída do Brasil do Mapa da Fome. O conteúdo foi repostado por Lula.
A estratégia ocorre após a pesquisa Quaest mostrar, pela primeira vez desde o início oficial da campanha, Flávio numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno. O senador aparece com 42%, contra 40% do presidente. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Entre as mulheres, a distância também diminuiu. Em agosto, Lula registrava 47%, contra 35% de Flávio. Agora, o presidente tem 41%, e o candidato do PL, 38%.
Flávio
Na campanha de Flávio, a crise no Supremo é apontada como um dos componentes que contribuíram para criar um ambiente favorável ao candidato. Auxiliares, porém, também consideram a economia como um dos principais pontos da estratégia.
Pessoas próximas ao publicitário Duda Lima, responsável pela campanha, avaliam que o cenário mais favorável na sessão desta terça seria a abertura de uma investigação contra Moraes, por entenderem que isso prolongaria o desgaste do ministro e sua associação política com Lula.
Mesmo sem esse desfecho, a campanha considera que a imagem de Moraes, associada por parte da população ao atual presidente, já sofreu desgaste e pretende manter essa associação sem transformar o Supremo no principal assunto da campanha.
Nas redes sociais, Flávio divulgou um vídeo em que afirma que uma parte do Supremo “descumpriu a lei” e, junto ao atual governo federal, faz parte de um “sistema apodrecido”. Durante o horário eleitoral gratuito, o candidato replicou o vídeo.
“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes e no fim o Brasil ficou sem presidente nenhum, sem comando”, afirmou o senador.
A equipe de Flávio pretende reforçar as inserções sobre custo de vida e ampliar conteúdos com esse enfoque. Uma das peças mostra o candidato em supermercados, usando o preço dos alimentos para confrontar a gestão Lula.
Na reta final, aliados também pretendem ampliar o discurso voltado às eleitoras, especialmente em temas relacionados às mulheres e à segurança pública. A mesma estratégia deve orientar a preparação para o debate da TV Globo, marcado para 1º de outubro. A intenção é concentrar os ataques em segurança pública, temas ligados às mulheres e custo de vida, deixando o STF em segundo plano.
A escolha também considera o caso “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de irregularidades na captação e na destinação de recursos para financiar a produção. Nos últimos dias, ele se manifestou sobre as investigações. Na quinta (10), chamou de “terceira facada” a operação da PF que teve como alvos o deputado Mário Frias (PL-SP) e pessoas ligadas à produção do filme. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino.
No dia seguinte, ao comentar o inquérito no qual é investigado por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme, Flávio defendeu a divulgação das informações e afirmou que a transparência confirmaria sua versão sobre o episódio. (Com informações do portal de notícias g1)