Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home Mundial Lateral-esquerdo da Argentina justifica provocações a holandeses: “Não somos máquinas”

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Na véspera do duelo entre Argentina e Croácia, que entram em campo às 16h desta terça-feira (13) pelas semifinais da Copa do Mundo do Catar, continua na pauta o tenso duelo dos “hermanos” com a Holanda na semana passada, pelas quartas-de-final. O lateral-esquerdo Nicolás Tagliafico, um dos mais experientes do grupo, relembrou o episódio de provocações mútuas que prosseguiram após a partida, vencida por Lionel Messi e companhia.

“É futebol. Não somos máquinas, temos emoções”, contemporizou em entrevista à imprensa o atleta, atualmente vinculado ao Lyon (França). “Muitas coisas se passaram e lamentavelmente é assim, estavam ali duas equipes lutando por um sonho. Mas já tratamos de deixar isso de lado.”

No tempo normal, A Argentina vencia por 2 a 0 mas acabou cedendo o empate. A decisão acabou indo para os pênaltis, em um ambiente de troca de provocações. Imagens mostraram os jogadores sul-americanos provocando os adversários, ao passo que os atletas da “Laranja” tentavam desestabilizar os argentinos – especialmente Enzo Fernandez, que perdeu uma das cobranças.

Vale lembrar que as duas Seleções já disputaram uma final de Copa do Mundo. Foi em 1978, com vitória da anfitriã Argentina por 3 a 1, em seu primeiro título mundial – o segundo viria em 1986, com o elenco cujo camisa 10 era Maradona. Já a Holanda continua até hoje sem um título no torneio (foi vice em 1974, 1978 e 2010).

Messi provocador

Outro assunto abordado na entrevista foi a postura de Messi, que incorporou um jeito mais explosivo de liderança, em contraste com a postura geralmente menos afeita a esse tipo de comportamento – não por acaso, foi muitas vezes cobrado por isso, seja por torcedores ou jornalistas.

Ao marcar seu gol, o camisa 10 comemorou com um atípico gesto de mãos atrás das orelhas, que foi interpretado em seu país como uma “alfinetada” em defesa de Juan Riquelme, preterido pelo técnico holandês Van Gaal nos tempos de Barcelona (Espanha). Riquelme costumava celebrar com o mesmo sinal e é desafeto de seu ex-treinador.

Durante o jogo, o argentino também se dirigiu ao banco rival e bateu boca com o técnico e com o seu assistente, o ex-jogador Edgar Davids (o teor da discussão não ficou claro nas imagens transmitidas pelas câmeras). “Messi sempre foi assim. É nosso capitão, nosso líder a nos impulsionar e motivar”, saiu em defesa Tagliafico.

Minutos depois, já na entrevista a um compatriota na zona mista, o camisa 10 protagonizou outra polêmica, ao “intimar” o atacante Weghorst, autor dos dois gols da equipe europeia. “O que está olhando, bobo?”, disparou ao holandês que supostamente o encarava – Weghorst depois garantiu que apenas esperava para se aproximar e cumprimentá-lo.

Em Buenos Aires e outras cidades do país, o pessoal não perdeu tempo. Menos de 48 horas após o “incidente” com o atacante adversário, lojas e sites já vendiam canecas, camisetas, bonés e outros itens estampados com a frase “O que está olhando, bobo?”.

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