Sexta-feira, 08 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 7 de maio de 2026
A operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), realizada no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master, provocou forte repercussão política em Brasília nessa quinta-feira (7). A ação incluiu mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A nova fase da Operação Compliance Zero atingiu um dos principais nomes da oposição e aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após as buscas, lideranças políticas da direita e do governo se manifestaram sobre o caso.
O presidente Lula evitou comentar diretamente as investigações, mas afirmou esperar que os investigados sejam inocentes.
“Há uma decisão do ministro André Mendonça de que houvesse a operação, ela foi feita. A Polícia Federal cumpriu uma decisão judicial. Eu espero que todas as pessoas investigadas sejam inocentes”, declarou.
Oposição
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou acompanhar o caso “com atenção” e classificou como graves as informações divulgadas até o momento. Em nota, ele disse que os fatos precisam ser apurados “com rigor e transparência”, respeitando o devido processo legal.
Outro nome da oposição que comentou a operação foi o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo. Zema criticou as suspeitas envolvendo o Banco Master e afirmou que “muito mais vai aparecer” ao longo das investigações.
Segundo a PF, há indícios de que Ciro Nogueira teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil, além de benefícios como viagens de luxo, para atuar em favor dos interesses do banco. A defesa do senador nega irregularidades.
Estratégia política
Após a operação, Ciro Nogueira se reuniu com o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, na residência oficial no Lago Sul, em Brasília. Alcolumbre, porém, nega o encontro.
O senador cancelou uma agenda política que teria no Piauí ainda nessa quinta-feira. Segundo aliados, a estratégia será atribuir a operação a uma suposta perseguição política relacionada à disputa recente no Senado em torno da indicação de Jorge Messias ao STF.
Do lado do governo, interlocutores do presidente Lula avaliam que a crise pode desgastar a imagem do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem Ciro foi ministro da Casa Civil. (Com informações da rádio CBN)