Sexta-feira, 08 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 7 de maio de 2026
Investigadores da Polícia Federal (PF) avaliam que a proposta de delação enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro é “muito ruim” e que, para ser aprovada, terá de sofrer ajustes por parte do dono do Banco Master. Esse recado será transmitido aos advogados de defesa de Vorcaro.
Nas últimas semanas, a PF pediu ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que o banqueiro volte à Penitenciária Federal de Brasília, às margens do Complexo da Papuda.
Vorcaro estava detido na unidade prisional antes de ser transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A mudança do local da prisão ocorreu por conta das negociações do banqueiro para fechar um acordo de colaboração premiada.
Vorcaro foi transferido da penitenciária para a sede da PF em 19 de março. Em 23 de março, ele passou a ocupar as mesmas instalações que receberam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no local.
Depois da nova fase da Operação Compliance Zero, que mostrou que a PF tem muita informação sobre o esquema criminoso montado pelo banqueiro, investigadores disseram que a proposta de Vorcaro é uma “delação muito ruim”.
O blog do colunista Valdo Cruz, do portal g1, apurou que a proposta terá de sofrer ajustes para ser aceita pela PF e pela Procuradoria-Geral da República. Afinal, a PF tem demonstrado estar à frente de Vorcaro no que ele pretende revelar.
Um outro investigador disse que o banqueiro tem de entender que está em uma posição frágil e em desvantagem para negociar uma colaboração premiada. Não é ele quem determina o que será ou não dito.
Os advogados de defesa apresentaram nesta semana a primeira proposta de colaboração. Agora, entra na fase de negociações com a PF e a PGR, quando serão solicitados novos ajustes.
A delação premiada é um acordo previsto na legislação brasileira em que um investigado ou réu colabora com a Justiça, fornecendo informações relevantes sobre crimes, envolvidos ou esquemas criminosos. Em troca, ele pode receber benefícios, como redução de pena, prisão domiciliar ou até perdão judicial, dependendo da importância das informações e do cumprimento do acordo.
Esse instrumento é muito usado em investigações de organizações criminosas, corrupção e lavagem de dinheiro. Para ter validade, a colaboração precisa ser voluntária e homologada pela Justiça. (Com informações do portal de notícias g1)