Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026

Home Política Ministros veem o presidente do Supremo perder comando sobre crise no Tribunal

Compartilhe esta notícia:

A sessão do Supremo Tribunal Federal realizada na terça-feira (15), que analisaria a possível abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes, expôs fragilidades na condução dos trabalhos por Edson Fachin.

Segundo apuração da âncora Tainá Falcão para o Bastidores CNN desta quarta-feira (16), integrantes de diferentes grupos dentro do STF avaliaram que Fachin teve sérias dificuldades para controlar os debates e conter a escalada de tensão entre os ministros.

“Foi um assunto comentado nas duas alas. Na ala que defendia Alexandre de Moraes e no grupo que defendia o ministro André Mendonça, por razões muito semelhantes”, destacou a âncora.

Tainá destacou que Fachin demonstrou nervosismo já na abertura da sessão, chegando a gaguejar em determinado momento. Apesar disso, concluiu sua fala com uma promessa de que levaria adiante a finalidade do julgamento, independentemente dos obstáculos.

“Nem mesmo no começo da sessão a gente viu o controle sendo exercido pela presidência do Supremo, pelo contrário. Com papéis muito delimitados pelos outros ministros, especialmente pela ala pró-Alexandre de Moraes, Fachin ficou praticamente, na visão desses dois grupos, emparedado”, destacou Tainá.

As interrupções sucessivas, protagonizadas sobretudo por Flávio Dino e Gilmar Mendes, não foram contidas por Fachin. Segundo Tainá, a ala mais próxima a André Mendonça esperava que a presidência do STF impusesse ordem sobre essas interferências, o que não ocorreu.

“A gente viu Flávio Dino exercendo de forma informal a presidência do Supremo no lugar de Edson Fachin. Essa é uma avaliação que chegou de dentro do STF”, afirmou Tainá.

Diante do cenário, a tendência que reverberava nos gabinetes dos ministros era a de que Fachin tentasse retomar as rédeas da crise na sessão prevista para a tarde desta quarta-feira (16).

“Decidindo, portanto, cancelar a sessão prevista para o dia 23”, afirmou Tainá. A sessão plenária marcada para semana que vem trata da abertura de investigação contra André Mendonça, com base no relatório apresentado por Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

Fachin silencia sobre crise no STF em 1ª sessão pós-embate entre ministros

O STF (Supremo Tribunal Federal) realizou nesta quarta-feira (16) a primeira sessão plenária após a sessão extraordinária marcada por confrontos entre ministros e críticas à condução do presidente da Corte, Edson Fachin. Apesar da tensão da véspera, o ministro não tratou, ao menos publicamente, da crise que envolve Alexandre de Moraes, André Mendonça e o caso Banco Master.

Fachin abriu os trabalhos sem mencionar os embates da véspera, o pedido de vista apresentado por Flávio Dino ou o futuro dos processos que envolvem Moraes e Mendonça. Também não esclareceu se será mantida a sessão prevista para a próxima semana sobre a atuação de Mendonça.

Na pauta ordinária, o STF julgou a imunidade do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) na integralização de capital de empresas com atividade imobiliária. O placar estava em 5 votos a 2 a favor da imunidade quando o próprio Moraes pediu vista e suspendeu o julgamento. Com informações do portal CNN.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Policiais do Supremo abatem drone não identificado na Esplanada durante julgamento de Alexandre de Moraes
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News