Domingo, 16 de Janeiro de 2022

Home Brasil No Brasil, incidência da variante ômicron já chega a 70% dos casos de covid

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Análise sobre 640 amostras positivas para o novo coronavírus, coletadas entre 1º e 25 de dezembro, em 16 Estados brasileiros, aponta 31,7% de infecções pela variante ômicron, segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular.

Esse percentual em relação às amostras positivas segue crescendo dia após dia. Na última semana, ultrapassou a taxa de 40% das infecções causadas pela variante, chegando a cerca de 70% no dia 25, no Natal.

Um total de 30.483 testes RT-PCR Especial, disponíveis em sua maioria na rede privada, foi realizado pelos dois laboratórios no período. Desses, 640 deram positivos para o SARS-CoV-2 (2,1%).

E, entre os testes positivos, 203 (31,7%) indicaram a variante ômicron em oito Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Goiás, Santa Catarina e Tocantins.

De acordo com o Instituto Todos pela Saúde, esse levantamento mostra a velocidade com que a ômicron está se espalhando pelo Brasil, assim como ocorre em outros países.

Os especialistas chamam atenção pela importância do estudo nesta época, especialmente porque estamos no fim ano, período de reuniões e festas. “Além da variante ômicron, temos o vírus da gripe H3N2, que também pressiona o sistema de saúde”, afirma o estudo.

Testes rápidos

A agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) informou que os testes rápidos para identificar a covid-19 têm mais probabilidade de dar falso negativo com a variante ômicron.

A cepa B.1.1.528 possui mais mutações do que as variantes anteriores do SARS-CoV-2, principalmente na proteína spike (S), que ajuda o vírus a entrar nas células humanas.

O texto diz que as equipes de laboratórios devem estar cientes de que podem ocorrer resultados falsos negativos com qualquer teste para a detecção de coronavírus, particularmente se ocorrer uma mutação na parte do genoma do vírus avaliada por esse exame.

“Os dados iniciais sugerem que os testes de antígeno detectam a variante ômicron, mas podem ter sensibilidade reduzida”, explica a publicação.

Vale destacar que teste de antígeno são diferentes de testes moleculares, como o RT-PCR, por exemplo.

No comunicado, a FDA disse que trabalha com o Instituto Nacional de Saúde para estudar o desempenho dos testes caseiros, também conhecidos como teste de antígenos, em relação a amostras de pacientes com versões ativas da variante.

Apesar disso, a agência indica o uso dos testes rápidos, que são baratos e convenientes, mas com algumas ressalvas aos laboratórios. As recomendações são:

– Considerar os resultados negativos em combinação com observações clínicas, histórico do paciente e informações epidemiológicas;

– Repetir o exame com um teste de diagnóstico molecular diferente com diferentes alvos genéticos.

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