Segunda-feira, 20 de Julho de 2026

Home Tecnologia Nove em cada 10 pessoas no País têm acesso a celular e internet diariamente

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O porcentual de usuários da internet no Brasil atingiu a marca de 168,7 milhões no quarto trimestre de 2025 ou 90,5% da população de 10 anos ou mais de idade – maior número da série histórica. E a frequência diária de uso abrange 95,6% da população.

Além disso, o Brasil alcançou a marca de 167,4 milhões com 10 anos ou mais que tinham telefone celular para uso pessoal, o que correspondia a 89,8% da população dessa faixa etária. Nesse contingente, 98,1% tinham acesso à internet por meio do aparelho, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação 2025, a Pnad TIC.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A presença do aparelho no cotidiano atingiu o maior patamar desde o início da série histórica, em 2016, quando 77,4% da população tinha telefone celular. Em 2025, 19,1 milhões de pessoas ainda não tinham o aparelho.

Nas áreas rurais, a expansão foi mais acentuada, passando de 54,6% de pessoas com aparelho celular, em 2016, para 79,3%, em 2025. Nas áreas urbanas, na mesma base de comparação, o patamar passou de 81,2% para 91,1%.

Em relação à internet, embora a utilização seja menor em áreas rurais, houve uma expansão de 1,9 ponto porcentual nesse grupo populacional entre 2024 e 2025, enquanto houve uma variação de 1,2 ponto no uso entre a população de áreas urbanas. Em relação a 2019, enquanto o porcentual cresceu 8 pontos nas áreas urbanas, a expansão foi de 28,5 pontos entre os residentes no campo. Três motivos se destacam para que a rede ainda não seja usada em 4 milhões de casas: nenhum morador sabe usar a internet (36,5%), o serviço é caro (25,9%) ou não há necessidade (25,2%).

Em queda

Os resultados de 2025 da Pnad TIC indicam, pela primeira vez na série histórica iniciada em 2016, o possível fim do declínio no porcentual de domicílios com microcomputador. No total de 80 milhões de domicílios pesquisados, aqueles em que havia o item eletrônico representavam 38,5%, em 2024, e 38,7%, em 2025. Em números absolutos, a quantidade de domicílios com computador caiu de 2016 até 2019, mas depois disso apresentou crescimento e registrou, em 2025, o maior quantitativo da série. O rendimento médio nos domicílios que contavam somente com tablet (R$ 1.799) era menor do que naqueles em que havia somente microcomputador (R$ 3.015) e alcançou R$ 5.298 nos que possuíam ambos os eletrônicos.

Segundo o IBGE, 75,1 milhões de lares (93,9%) tinham aparelho de televisão em 2025 ante 65 milhões (97,2%) em 2016. A pesquisa mostra uma tendência de queda do porcentual e no número de domicílios com televisão que tinham acesso a serviço de TV por assinatura. Em 2016, eram 33,9%, caindo para 24,3% em 2024, até atingir 23,5% em 2025, o menor valor da série. Em números absolutos, o total de domicílios foi de 17,7 milhões, também o menor já visto. Em 2025, 220 mil lares a menos contavam com o serviço de assinatura (156 mil nas áreas rurais e 64 mil nas urbanas). Para 26,1% da população, a TV por assinatura é considerada cara e 62,2% dizem não ter interesse no serviço. (As informações são de O Estado de S. Paulo)

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