Sábado, 09 de Maio de 2026

Home Saúde Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outros 11

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O Paraná confirmou dois casos de hantavírus. Os pacientes são moradores das cidades de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Outros 11 casos continuam em investigação e 21 foram descartados. O paciente de Peróla d’Oeste é um homem de 34 anos e o caso foi confirmado em abril. O de Ponta Grossa é uma mulher de 28, que foi confirmado em fevereiro.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) afirma que a doença está sob controle no Paraná e que a rede pública de saúde monitora continuamente os casos suspeitos. Segundo a Sesa, os casos identificados no Estado são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres. Não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná, que tem transmissão viral, de pessoa para pessoa, como os casos confirmados pela OMS. Em 2025, o Paraná registrou apenas um caso da doença.

O alerta sobre o vírus ganhou destaque após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar mortes relacionadas ao hantavírus em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Ao menos três pessoas morreram durante a viagem.

Os municípios paranaenses reforçaram que a contaminação dos pacientes não tem nenhuma relação com os casos confirmados no cruzeiro. O hantavírus não é uma doença nova. Trata-se de uma zoonose viral transmitida principalmente por roedores silvestres infectados.

A contaminação acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva dos animais. Ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, paióis, silos e cabanas, aumentam o risco de exposição, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No caso de Pérola d’Oeste, o município fica próximo à fronteira com a Argentina, país que enfrenta aumento expressivo de registros da doença. Segundo o Ministério da Saúde argentino, foram confirmadas 101 infecções por hantavírus desde junho de 2025, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

No caso de Ponta Grossa, a situação está sob investigação pela Secretaria Municipal de Saúde. O município informou que o paciente foi contaminado em outra cidade, sem informar qual.

Sintomas

Na fase inicial da doença, segundo a OMS, os sintomas costumam se parecer com os de uma gripe forte. Entre os principais sinais estão:

– Febre;
– Dores no corpo;
– Dor de cabeça;
– Mal-estar;
– Sintomas gastrointestinais.

Nos quadros mais graves, o paciente pode apresentar:

– Falta de ar;
– Tosse seca;
– Queda de pressão;
– Insuficiência respiratória.

Segundo a Sesa, não há um medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é feito com suporte médico e acompanhamento hospitalar. Por isso, a orientação é procurar atendimento imediatamente ao perceber os primeiros sintomas, principalmente após contato com ambientes onde possa haver presença de roedores.

Prevenção

As autoridades de saúde orientam a população a evitar contato com roedores silvestres e reforçam medidas simples de prevenção:

– Manter terrenos limpos;
– Armazenar alimentos em recipientes fechados;
– Retirar entulhos próximos às residências;
– Usar luvas e calçados fechados em limpezas;
– Evitar varrer locais fechados e empoeirados.
– A recomendação da Sesa é fazer limpeza úmida em galpões, silos e paióis, para impedir que partículas contaminadas fiquem suspensas no ar.

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