Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026

Home Eleições 2026 Pesquisas do partido de Bolsonaro apontam os dois fatores que mais ajudam Flávio contra Lula

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A pouco mais de um mês do primeiro turno, a eleição para presidente da República neste ano tem um clima de segundo turno antecipado, com as intenções de voto concentradas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), mas ainda sem tendência clara de que lado pende a balança.

As pesquisas qualitativas da campanha de Flávio Bolsonaro têm mostrado outros fatores como os principais responsáveis pela queda de Lula e o crescimento do senador. Um deles é o preço dos supermercados e o segundo, o endividamento dos brasileiros.

O diagnóstico feito por profissionais que trabalham para o PL, partido do senador, é que a pauta econômica é a que dará ou não a vitória a Flávio ou Lula.

A pesquisa Quaest divulgada no início da semana mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula pela primeira vez. O senador tem 42% das intenções de voto e o presidente tem 40%.

Na campanha petista, o diagnóstico das pesquisas qualitativas aponta para a mesma direção.

Detalhes

Há poucas dúvidas de que a eleição presidencial de 2026 será decidida nos detalhes, nos últimos dias, com pouca margem de vantagem para o presidente Lula ou para Flávio Bolsonaro. Qualquer um dos dois que vencer, dificilmente conseguirá chegar ao dia da eleição com as pesquisas de intenção de voto dando alguma tranquilidade de que a vitória está encaminhada. E três fatores podem impactar os resultados de primeiro e segundo turno, fazendo a balança pender para qualquer um dos dois, a despeito dos temas que serão discutidos até o dia da eleição.

O primeiro é o grau de desidratação dos demais candidatos no primeiro turno, fenômeno que vimos acontecer nas últimas eleições presidenciais. Se isso se repetir, tende a ajudar mais a Flávio Bolsonaro do que a Lula, já que os outros nomes estão mais identificados com a direita.

O segundo ponto é o comportamento histórico dos indecisos. Nesse caso, embora na reta final o mais comum seja que esse grupo se distribua entre os vários candidatos, por padrão, o incumbente tende a levar vantagem, sobretudo em um segundo turno. A razão é simples: se alguém está em dúvida sobre qual o melhor caminho até o final, a tendência maior é que não arrisque, deixando tudo como está.

O terceiro ponto, e talvez o mais comentado, é a abstenção. Quando se comparam as pesquisas com os resultados da urna, verifica-se que, em geral, a abstenção tem prejudicado mais o PT ao longo das últimas disputas. Mas esse cálculo para a eleição atual não é tão fácil assim.

Abstenções costumam ser mais altas nos extremos das faixas etárias. Em 2022, chegou a 21,06% entre os mais jovens (aqueles com 16 a 24 anos) e 32,15% entre os mais idosos (com mais de 60 anos). Para comparação, nas demais faixas do eleitorado a abstenção foi de 16,53%. (As informações são de O Estado de S. Paulo e O Globo)

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