Domingo, 22 de Maio de 2022

Home Política Petistas alvo de investigação aconselham o ex-presidente Lula na pré-campanha

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Gleisi Hoffmann, Franklin Martins, Delúbio Soares, José Dirceu. A pré-campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto conta com antigos aliados e auxiliares que acompanharam o petista durante os seus governos e saíram chamuscados da Presidência ou da linha de frente da base aliada no Congresso.

Em comum, todos foram investigados pela Justiça durante e depois dos mandatos do PT. No caso mais emblemático, Dirceu foi condenado no mensalão e na Lava-Jato.

A falta de renovação na equipe, que agora aconselha ou apresenta sugestões formais ou informais a Lula na disputa com o presidente Jair Bolsonaro, joga no embate eleitoral trajetórias de envolvidos em esquemas.

O que não passou despercebido do eleitorado. Uma pesquisa da AP Exata, empresa que monitora os movimentos políticos nas redes, identificou que “corrupção” foi o tema mais presente em posts que o mencionaram, representando 30,7% das publicações. A confiança em Lula caiu três pontos nos últimos cinco dias.

Petista mais próxima de Lula atualmente, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), é alvo de dois inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal. Um deles é o do “quadrilhão do PT”, que apura condutas suas e de seu ex-marido, o ex-ministro do Planejamento e das Comunicações Paulo Bernardo.

Em outubro do ano passado, a Procuradoria reiterou a denúncia contra o ex-casal e requereu que a Corte aceitasse a acusação. Prevista para ser analisada em julgamento virtual, em dezembro do ano passado, a avaliação da denúncia foi suspensa pelo ministro Edson Fachin, após pedido da defesa.

Em outro inquérito, a deputada é investigada por suspeita de ter recebido R$ 885 mil de propina de duas empresas. Em 2019, a PGR se manifestou pelo arquivamento de uma parte da investigação e enviou a outra à Justiça Federal em São Paulo. O caso segue em aberto.

Coordenador da comunicação da campanha de Lula, Franklin Martins é alvo de um inquérito na Justiça Federal de Brasília. O ex-ministro foi delatado pelos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que disseram ter repassado a ele caixa 2 em dinheiro vivo.

O advogado Ademar Rigueira Neto, que defende Franklin Martins no inquérito, disse  que as acusações são baseadas em palavras de delatores e informou que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal pediram o arquivamento. Falta a Justiça homologar ou não os pedidos.

 

 

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