Domingo, 10 de Maio de 2026

Home Brasil Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de quase 10% no País, mais do que o dobro da inflação

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Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses deste ano no Brasil. Essa variação é a menor em cinco anos, mas representa mais do que o dobro da inflação.

A última vez em que os planos coletivos, que são contratados por empresas, sindicatos e associações, tiveram aumento médio menor do que o do início de 2026 foi em 2021, quando subiram 6,43%.

Naquele ano, os preços dos planos aumentaram menos porque o isolamento social devido à pandemia de Covid-19 levou à redução na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes).

Os dados foram divulgados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), órgão regulador do setor.

Para efeito de comparação, em fevereiro de 2026, a inflação oficial do País, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 3,81% no acumulado em 12 meses.

Os dados mais recentes da ANS, relativos a março de 2026, apontam que o Brasil tinha 53 milhões de vínculos de planos de saúde (uma pessoa pode ter mais de um contrato), o que representa um aumento de 906 mil em um ano. De cada 100 clientes, 84 eram de planos coletivos.

Em 2025, segundo a ANS, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.

Isso significa que para cada R$ 100 recebido, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro.

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