Sábado, 21 de Maio de 2022

Home em foco Polí­cia de Londres é acu­sada de ten­tar aba­far rela­tó­rio sobre fes­tas do primeiro-ministro do país

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A Polícia Metropolitana de Londres provocou revolta e confusão recentemente ao admitir que pediu para que o relatório sobre as festas do premiê britânico, Boris Johnson, fosse censurado. O documento, elaborado por Sue Gray, alta funcionária do governo, é considerado crucial para o futuro do primeiro-ministro.

O governo de Johnson mergulhou em uma crise causada pelas festas e celebrações realizadas em Downing Street, residência oficial do premiê e sede do governo britânico, durante a pandemia. Muitas aconteceram durante o lockdown, quando eram proibidas. Uma delas ocorreu na noite anterior ao funeral do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II.

No início, Johnson negou veementemente que as festas tivessem acontecido. Depois, disse que não havia participado. Recentemente, um aliado, o deputado conservador Conor Burns, disse que o premiê foi “emboscado” por um bolo de aniversário em uma festa surpresa em Downing Street, residência oficial de Boris.

Pouco menos de uma dúzia de deputados do Partido Conservador, de Johnson, já declararam publicamente que são favoráveis a uma moção de censura – que derrubaria o governo. No entanto, para que o processo siga adiante é preciso apoio de 54 parlamentares do partido – 15% da bancada.

Relatório

Sob pressão, Johnson rejeita a renúncia e aposta todas as suas fichas no relatório de Gray. Muitos deputados conservadores também aguardam a divulgação do documento para definirem o futuro do premiê. Mas, na última terça-feira, a polícia britânica decidiu entrar no caso e anunciou uma investigação sobre as festas.

No fim da semana, a polícia decidiu censurar o relatório, pedindo que Gray mencione de forma “mínima” os eventos que são alvo da investigação policial. Imediatamente, o anúncio provocou acusações de acobertamento, principalmente porque, durante muito tempo, Cressida Dick, comissária da Polícia Metropolitana, rejeitou ter um papel no caso.

A equipe de Gray analisou a possibilidade de esperar que a polícia concluísse sua investigação para enviar o documento completo. Mas, em seguida, optou por divulgar uma versão editada, segundo o jornal The Guardian.

A oposição criticou a decisão da polícia. “O relatório de Sue Gray deve ser publicado na íntegra, incluindo todas as fotos, mensagens de texto e outras evidências”, disse Alistair Carmichael, dos liberal-democratas. “Qualquer indício de manipulação entre a comissária da polícia e o governo é prejudicial.”

As críticas, porém, não ficaram restritas à oposição. Advogados, ex-chefes de polícia e deputados conservadores também demonstraram irritação. Theresa May, ex-premiê e deputada da base de Johnson, criticou o governo. “Ninguém está acima da lei. As pessoas que trabalham no governo devem manter o mais alto padrão de comportamento.” Segundo o Guardian, alguns parlamentares governistas chegaram a dizer que a polícia britânica era “uma organização falida”.

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