Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

Home Brasil Polícia Federal indicia 19 pessoas por 270 homicídios após rompimento da barragem de Brumadinho

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A Polícia Federal indiciou 19 funcionários das empresas Vale e Tüv Süd pelos 270 homicídios no rompimento da barragem em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. A conclusão do inquérito, nesta quinta-feira (25), é resultado de uma segunda fase da investigação realizada pelo órgão.

Os profissionais, entre diretores, gerentes, engenheiros e consultores, das empresas responsáveis pela barragem e pela auditoria da estrutura devem responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, duplamente qualificado.

Nesta etapa, a PF também apurou a prática de crimes ambientais de poluição e contra a fauna terrestre e aquática, a flora, os recursos hídricos, unidades de conservação e sítios arqueológicos. Um quarto crime de apresentação de declaração falsa perante a ANM (Agência Nacional de Mineração) ainda foi investigado. Todos os funcionários, além das empresas, foram indiciados pelos crimes ambientais.

Agora, cabe ao Ministério Público Federal prosseguir com a denúncia. A PF informou que vai encaminhar, ainda nesta sexta-feira (26), o inquérito ao órgão.

Outras denúncias

Em janeiro de 2020, o Ministério Público estadual também ofereceu uma denúncia com o indiciamento de 16 funcionários da Vale e da Tüv Süd, entre eles o ex-presidente da mineradora, Fábio Schvartsman, pelos 270 homicídios na tragédia de Brumadinho.

Mais de um ano depois, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspendeu a denúncia e determinou que o processo criminal seja julgado pela Justiça Federal, em Brasília. A decisão acatou um pedido da defesa do ex-presidente da Vale.

Em entrevista, o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, confirmou que MP pretendia recorrer da determinação.

Tragédia em Brumadinho

No dia 25 de janeiro, às 12h28, a barragem na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu. A lama de rejeitos matou 270 pessoas.

Quase três anos após a tragédia, o Corpo de Bombeiros ainda trabalha para encontrar as sete vítimas que continuam desaparecidas. A última a ser identificada, em 10 de novembro deste ano, foi o mecânico Uberlândio Antônio da Silva, que trabalhava no local no dia do estouro.

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