Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 11 de agosto de 2026
A PF (Polícia Federal) pediu nesta terça-feira (11) que o STF (Supremo Tribunal Federal) defina a destinação de 10 armas apreendidas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele cumpre prisão domiciliar pela condenação na chamada trama golpista.
Em julho, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a revogação do Registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) do ex-presidente e “a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas”.
A medida foi tomada após uma pistola Glock ter sido apreendida com um agente responsável pela segurança do ex-presidente durante uma blitz. Isso também levou a uma busca e apreensão na casa de Bolsonaro, já que apontou divergências entre as armas entregues e as registradas em nome do ex-presidente.
Decisão cabe ao Supremo
A PF entende que não pode atuar na definição porque as apreensões não decorreram de investigação criminal própria e nem de inquérito policial em curso na instituição.
“Concluiu-se que a definição acerca da destinação das armas de fogo apreendidas não se insere na esfera de atribuições da Polícia Federal, competindo ao órgão jurisdicional responsável pelo processo deliberar sobre eventual encaminhamento ao Comando do Exército ou outra providência legalmente”, escreveu a PF.
Das 10 armas, duas já estavam em posse da Polícia Federal desde 2023, após ordem do TCU (Tribunal de Contas da União). Outras seis estavam em posse do Exército, entregues anteriormente pela defesa do ex-presidente – elas já foram entregues à PF.
As duas armas restantes são a pistola apreendida com o agente de segurança do ex-presidente e a espingarda Maestro Arms Company. O armamento – customizado com a bandeira do Brasil – foi apreendido no Rio Grande do Sul, já que se tratava de um presente para Bolsonaro, mas que não havia sido retirada da empresa importadora responsável pela compra.