Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026

Home Eleições 2026 Presidenciável Renan Santos diz que não vota em “bandido” e sinaliza neutralidade em eventual segundo turno das eleições para a Presidência

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O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nessa quarta-feira (23) que deve adotar uma posição de neutralidade caso fique de fora de uma eventual disputa de segundo turno pelo Palácio do Planalto.

Durante uma agenda de campanha em Sorocaba, no interior de São Paulo, o candidato disse que, caso a eleição presidencial não seja definida no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, não pretende orientar seus eleitores a escolherem outros concorrentes que avancem para a etapa seguinte da disputa. Segundo Renan, sua posição está relacionada aos critérios que afirma adotar para definir seu próprio voto.

“Vou apoiar Renan Santos, número 14. Não vou mandar as pessoas votarem em ladrão. Minha mãe me ensinou quando era criança: ‘Olha, Renan, não ande com bandido’. Vou recomendar às pessoas que votem em bandido?”, afirmou.

Na agenda, Renan Santos também voltou a abordar a crise que, segundo ele, atinge o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após revelações de supostas conversas e contatos entre ministros da Corte e o ex-banqueiro do Banco Master Daniel Vorcaro.

Entre os ministros citados no contexto das revelações estão Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. O tema tem sido discutido no cenário político e envolve questionamentos sobre contatos entre integrantes do Supremo e o empresário.

Renan também afirmou que ainda não definiu nomes para eventuais indicações ao STF durante um futuro mandato. Segundo o candidato, o próximo presidente da República poderá indicar quatro ministros para a Suprema Corte em razão das aposentadorias previstas para o período.

As vagas mencionadas por Renan envolvem os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que deverão deixar o tribunal ao atingirem a idade de aposentadoria compulsória. Além dessas três futuras vagas, permanece sem preenchimento a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro do ano passado.

Ao comentar as possíveis mudanças na composição do Supremo, Renan afirmou que sua prioridade não seria apresentar nomes para novas indicações, mas defender a saída de ministros que já integram a Corte. O candidato citou nominalmente Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

“Eu tenho nomes de quem eu vou tirar: Kassio Nunes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, eles têm que ser expulsos do STF. Tem que sair pela porta dos fundos, como pessoas que traíram a institucionalidade brasileira em nome do enriquecimento ilícito.”

A eleição presidencial está prevista para ter primeiro turno em 4 de outubro, com eventual segundo turno em data posterior, caso nenhum candidato alcance a maioria necessária na primeira etapa. (Com informações da CNN Brasil)

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