Terça-feira, 16 de Julho de 2024

Home Esporte Presidente do PT apaga postagem sobre Cuca após notificação extrajudicial do treinador

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A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), deletou uma publicação no qual criticava o Athletico-PR pela contratação do técnico Cuca, anunciado nesta segunda-feira (4).

A equipe jurídica do técnico emitiu notificação extrajudicial contra a parlamentar e a ameaçou de queixa-crime caso não houvesse exclusão da postagem.

Gleisi Hoffmann foi às redes sociais e relembrou um caso do técnico enquanto jogador, em 1987. Quando defendia o Grêmio, o hoje treinador do Furacão teria estuprado uma menina de 13 anos durante uma excursão na Suíça. A petista manteve a crítica, mas recuou ao afirmar que o treinador estuprou a adolescente.

“Em razão de Interpelação extrajudicial que recebi do treinador Cuca, afirmando que fiz considerações inverídicas quanto sua condenação, já que não foi condenado, quanto a prática criminosa e semelhança com casos de Daniel Alves e Robinho, deletei o post anterior e o reescrevo a seguir”, iniciou Gleisi Hoffmann.

“É estarrecedor, na semana da mulher, saber que o Athletico Paranaense irá contratar Cuca, o homem que foi acusado pela Justiça Suíça por manter relações sexuais com uma criança de 13 anos, crime previsto no art. 187 do Código Penal Suíço”, prosseguiu.

“Esta situação nos faz relembrar dos recentes casos de Robinho e Daniel Alves. Embora sua condenação tenha sido anulada recentemente, consta no processo a afirmação de que havia sêmen de Cuca no corpo da vítima!”, afirmou.

Na notificação, Cuca pediu à deputada: “Tome as providências acima mencionadas e no prazo ali estipulado, sob pena de serem tomadas todas medidas judiciais cabíveis na área civil e criminal com o ingresso de queixa-crime por crimes de calúnia, difamação e injúria”, diz a notificação emitida pela equipe jurídica do técnico, que conta com a assinatura do treinador.

“O treinador Cuca não foi condenado, pois teve seu julgamento anulado pela Corte na Suíça, por diversas irregularidades ocorridas em 1989 que culminou num ‘veredito injusto’ já que foi julgado à revelia e sem a presença de um advogado no dia do seu julgamento”, iniciou.

“Assim cabe afirmar com toda convicção que esse caso da Suíça não guarda nenhuma semelhança com o caso do Daniel Alves ou do Robinho”, completou, em posição que confrontou o exposto por Gleisi Hoffmann.

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