Domingo, 30 de Agosto de 2026

Home em foco Roberta Luchsinger visitou exposição com obras de Antonio Veronese no dia em que trocou mensagens com o ex-chefe de gabinete de Lula

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A lobista Roberta Luchsinger visitou uma exposição do artista Antonio Veronese em Brasília um dia antes de prometer como presente ao então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, um quadro que ela alegou valer 100 mil euros.

Roberta fez diversas fotos no local e enviou uma das imagens a Marcola para sinalizar que o quadro seria escolhido como presente.

A lobista é investigada em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de tráfico de influência em conjunto com o filho mais velho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A Polícia Federal afirma que ela fez pagamentos de ao menos R$ 217 mil a Marcola enquanto negociava contratos com o governo.

Roberta Luchsinger publicou em redes sociais imagens de sua visita à galeria no mesmo dia em que teve a conversa com Marcola sobre o quadro. A foto do quadro enviada a Marcola também foi publicada. A defesa do ex-chefe de gabinete afirmou que ele não recebeu a pintura e disse que o diálogo era apenas “brincadeira”.

Na postagem, Roberta disse que jantou com a mulher de Veronese em Brasília, em um local com diversas obras do pintor expostas. “Que saudades que eu estava dessa amiga linda e très chic Elizabeth Amorim. Que delícia estar com ela aqui em Brasília! Jantar espetacular admirando as belíssimas obras do querido Antônio Veronese, seu marido”, escreveu.

Na conversa, de 19 de dezembro de 2024, Marcola perguntou a Roberta: “E o meu quadro?”. Ela respondeu que havia visitado a galeria no dia anterior e que havia mandado emoldurar a pintura.

Após as mensagens, Roberta enviou uma foto do quadro e afirmou que ele ficava no Carrousel du Louvre, um centro comercial subterrâneo anexo ao Museu do Louvre, em Paris. “Na sequência ela afirma que o quadro vale 100 mil euros”, apontou o relatório da Polícia Federal (PF), que não informa se o quadro foi entregue.

A defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro afirmou que ele nunca recebeu nenhuma obra de arte e que não teve acesso à íntegra dos autos. Alegou, ainda que o conteúdo do inquérito “vem sendo parcialmente vazado com objetivo de distorcer o próprio teor da investigação”.

A defesa de Marcola diz que ele nunca intermediou negociações nem encaminhou nenhum documento referente a compras ou licitações públicas. “A própria referência à mensagem, sucedida de ‘kkk’, evidencia que não se trata de uma cobrança de fato. Marco Aurélio jamais recebeu o referido quadro ou qualquer outro.” (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

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