Domingo, 21 de Abril de 2024

Home em foco Saiba qual é a primeira impressão do mercado sobre Haddad no Ministério da Fazenda

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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva indicou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, para o ministério da Fazenda. O nome está longe de ser a escolha predileta do mercado financeiro, que mas a nomeação de Haddad já havia sido precificada pelos investidores a duras perdas da bolsa de valores. A partir de agora, a previsibilidade deve aumentar e atenção se volta para a definição da equipe de Haddad e da presidência das estatais.

A postura do mercado é, sobretudo, de cautela com quais serão as medidas adotadas pelo político no novo cargo.

Haddad foi ministro da Educação e prefeito da cidade de São Paulo, é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), se especializou em Direito Civil e fez mestrado em economia e doutorado em filosofia pela mesma universidade.

Apesar da experiência acadêmica com economia, segundo Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos, a escolha por Haddad não tem sido bem-recebida pelo mercado porque, nos últimos anos, seus posicionamentos econômicos são mais alinhados ao chamado “núcleo duro” do PT, que centraliza o governo no processo de tomadas de decisões.

“Se a gente pudesse fazer uma comparação do Haddad dentro do próprio governo do PT, a visão econômica dele está mais alinhada ao Guido Mantega (ex-ministro da Fazenda no governo Dilma) do que ao Henrique Meirelles (que foi presidente do Banco Central do Brasil no governo Lula e ministro da Fazenda de Michel Temer)”, comenta Tiago Feitosa, consultor de valores mobiliários e professor da T2 Educação.

Reações

Um consenso entre os especialistas é que o mercado já precificava a nomeação de Fernando Haddad há algumas semanas. Por isso, bolsa e dólar não são tão impactados pelo anúncio no pregão desta sexta. O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, opera em alta, puxado pela Vale, enquanto o dólar registra leve variação positiva, próximo da estabilidade.

A moeda americana chegou a ter um avanço mais expressivo enquanto o anúncio era feito, mas logo recuou.

Beyruti, da Guide, explica que o que ainda pode mexer com os ativos nacionais é a definição dos nomes de primeiro escalão do ministério, que vão compor a equipe de Haddad. Segundo o economista, a depender de quem o novo ministro escolher, o mercado pode reagir positiva ou negativamente.

Leo Dutra, analista de investimentos da Invius Research, pontua, no entanto, que Haddad ainda não deu muitas sinalizações sobre quem estará em sua equipe econômica, mas já destacou que deve reunir com acadêmicos e outros especialistas para estudar a melhor forma de criar um novo arcabouço fiscal.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em nota, desejou sucesso ao futuro ministro e ressaltou que o setor bancário, tradicionalmente, se posiciona a favor de pautas voltadas para o desenvolvimento do país, além de reiterar que está à disposição para colaborar com o novo governo.

“Político experiente, ex-prefeito de São Paulo, afeito ao diálogo e com qualidades reconhecidas, Haddad já assumiu compromisso com o crescimento, agenda social e responsabilidade fiscal, como demonstrou em discurso durante o almoço anual de Dirigentes de Bancos, realizado em 25 de novembro”, afirma a instituição.

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