Sexta-feira, 19 de Agosto de 2022

Home Brasil São Paulo supera média diária de mil internações por covid pela primeira vez desde agosto

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O estado de São Paulo voltou a registrar mais de mil novas internações por covid por dia pela primeira vez desde agosto. O indicador contabiliza pacientes com suspeita ou confirmação da doença em leitos de enfermaria e UTI, tanto da rede pública quanto privada.

No sábado (15), a média diária de novas internações foi de 1.044. Na sexta-feira (14), foi de 1.004. Antes disso, a última vez que o estado havia registrado valores acima de mil havia sido no dia 10 de agosto de 2021, com 1.002.

O levantamento foi feito com dados do Censo Covid da Secretaria Estadual de Saúde. O sistema é próprio do estado de São Paulo e não foi prejudicado pelo apagão do Ministério da Saúde, que ainda afeta a divulgação dos números de casos e mortes pela doença.

Com o avanço da variante ômicron do coronavírus, a média do total de internados em UTI voltou a crescer no estado em dezembro de 2021, após 6 meses de queda ininterrupta.

O número total de pacientes internados em enfermarias também dobrou no estado em janeiro, subindo de 1.712, no dia 29 de dezembro, para 3.413 no dia 11 de janeiro.

Após a piora das internações, o governador João Doria (PSDB) recomendou que eventos musicais, festas e jogos de futebol sejam realizados com 70% do público e mediante comprovante de vacinação, mas descartou novas restrições para o comércio e serviços.

Internação de não vacinados

Entre os pacientes internados com covid-19 no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, 76% não têm a vacinação completa contra a doença, informou a secretaria estadual da Saúde neste sábado (15).

O hospital, que é referência no tratamento de doenças contagiosas, tem 50 pacientes internados em enfermaria ou Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com suspeita ou confirmação de covid. Desses, 38 pacientes não se vacinaram ou não completaram a imunização.

Para o levantamento, o governo estadual considerou a quantidade de doses indicada para cada indivíduo no calendário atual. Assim, para pacientes que tomaram a segunda dose há mais de quatro meses, mas ainda não receberam a dose de reforço, a vacinação foi considerada incompleta. O mesmo critério foi usado para aqueles que receberam a dose única (vacina da Janssen) há mais de dois meses e não tomaram o reforço.

No caso de imunossuprimidos, a dose de reforço deve ser tomada 28 dias após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única), e uma quarta dose deve ser aplicada quatro meses após o reforço.

A informação sobre a vacinação contra covid-19 é um dos campos que os profissionais de saúde podem preencher ao notificar ao Ministério da Saúde a internação de um paciente com coronavírus no sistema Sivep-Gripe, ferramenta nacional utiliza para contabilizar os casos graves da doença.

No entanto, no estado de São Paulo, os dados até dezembro de 2021 mostram que boa parte dos registros de pacientes graves não tem o campo sobre vacinação preenchido. Por conta disso, o cálculo do percentual de vacinados entre todos os internados com covid no estado fica comprometido, já que apenas uma parcela das fichas traz essa informação. Apesar disso, alguns hospitais privados e públicos, como o Emílio Ribas, fazem o próprio monitoramento.

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