Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de abril de 2026
Os mundos político e jurídico sabem que há uma bomba pestes a explodir com a revelação dos meandros do Credcesta, o braço de consignados do finado Banco Master, com base na Bahia. Agora se sabe que o advogado Eugênio Kruschewsky era peça central nesse jogo.
Segundo noticiado, o escritório de Kruschewsky teria recebido R$ 54 milhões de Daniel Vorcaro, do Master, para atuar em ações no Tribunal de Justiça da Bahia. O que rendeu ao advogado a bajulação de juízes, em cujos corredores ele desfilava, segundo fontes, como um “desembargador”.
O advogado baiano ganhou mais do Master que figuras proeminentes da República, como principal ex-presidente e agora advogado Michel Temer (R$ 10 milhões), o ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça Lewandowski (R$ 6 milhões); o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (R$ 14 milhões); e ganhou mais que o ex-prefeito de Salvador e seu conterrâneo ACM Neto (R$ 5,4 milhões).
Já alvo do terremoto da chamada Operação Faroeste, o TJ da Bahia agora terá de olhar no próprio espelho. Kruschewsky recebeu a bolada de R$ 54 milhões em honorários do Master para atuar, basicamente, perante o judiciário baiano.
Quebras de sigilo e investigações vão revelar se o escritório – o 4º maior contemplado entre todos do Master no Brasil – agiu no limite da advocacia. Ou não.
Não se pode imaginar, com boa fé, que o advogado Eugênio Kruschewsky possa ter cometido crimes. E espera-se que não. Mas o “modus operandi” de Daniel Vorcaro e seu Master lançam luz sobre esses pagamentos milionários e que o colocam como 4° colocado entre todas as bancas do País. O TJBA, queira ou não; terá de passar por um teste. Todos esperam que seja aprovado.
Apesar do explicado pelo escritório de Kruschewsky em nota enviada à Coluna, constatamos em pesquisas no site do TJ que o Banco Master e empresas associadas têm cerca de 7,5 mil processos no Estado (nem todos na banca de Kruschewsky), o que contraria o número apresentado pelo escritório dele.
Resposta
Procurado, o escritório de Eugênio Kruschewsky enviou uma nota oficial, onde ele expõe seu posicionamento sobre o caso, afirmando já terem atuado “em mais de 45 mil processos do Banco Master”. Eles destacam ainda que, “destes, cerca de 30 mil seguem em tramitação e aproximadamente 15 mil já foram encerrados”.
No entanto, constatamos em pesquisas no site do TJ da Bahia que o Banco Master e empresas associadas têm cerca de 7,5 mil processos no Estado (nem todos na banca de Kruschewsky), o que contraria o número apresentado pelo escritório dele. (Com informações da Coluna Esplanada)