Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de maio de 2026
Nessa quarta-feira (20), a vacinação contra gripe foi retomada em todas os postos de saúde da rede municipal de Porto Alegre, cinco dias após a chegada de novo lote com mais de 47 mil doses. A campanha ainda é exclusiva para públicos prioritários, que devem atualizar sua situação imunizatória o quanto antes, devido ao aumento da circulação de vírus causadores de doenças respiratórias diante da proximidade do inverno.
A meta é vacinar 90% das crianças, idosos e gestantes. Até terça-feira (19) a cobertura de tais públicos era, respectivamente, de 24,3%, 51,6% e 40,7% – níveis bastante aquém do preconizado pelo Ministério da Saúde. Somando-se todos os segmentos populacionais contemplados na fase atual da ofensiva, são quase 5,3 milhoes de gaúchos:
– crianças de 6 meses a 6 anos incompletos.
– gestantes e puérperas.
– idosos (60 anos ou mais).
– indígenas e quilombolas.
– indivíduos em situação de rua.
– agentes das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas.
– pessoas com deficiência permanente, doença crônica ou imunosuficiência.
– trabalhadores da saúde, educação, transporte coletivo, sistema portuário, Correios e caminheiros, além de internos e servidores de penitenciárias ou instituições similares.
Segurança e eficácia
Produzida pelo Instituto Butantan-SP e atualizada conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina em uso contra gripe no Brasil é segura e eficaz – além de totalmente gratuita. Não oferece risco à saúde e reduz as chances de complicação, internação e óbito por infecção relacionada aos vírus Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B.
Trata-se de um recurso fundamental contra a doença, que pode causar desde quadros assintomáticos até infecções graves que exigem hospitalização, especialmente em crianças pequenas e idosos. Dentre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e fadiga.
“Vacinar-se mais cedo é fundamental para que o organismo desenvolva resposta imunológica antes do ápice do inverno”, ressalta a SES. “Quem deixa para se proteger apenas quando o frio começa pode estar exposto ao vírus justamente no período em que a imunidade ainda está em formação.”
(Marcello Campos)