Domingo, 05 de Julho de 2026

Home Saúde Vírus sincicial impulsiona casos graves no Brasil; vacina tem proteção de até três anos

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O Brasil continua registrando aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado pela maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), segundo o novo boletim InfoGripe, da Fiocruz. O VSR lidera casos de infecções respiratórias e a gripe responde pela maior parte das mortes.

O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e por aproximadamente 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

Além de bebês, adultos e idosos também são mais vulneráveis ao VSR, especialmente aqueles com doenças crônicas, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doenças cardiovasculares e diabetes.

Para adultos de maior risco, uma das vacinas disponíveis na rede privada oferece proteção por pelo menos três anos, explica o infectologista Clóvis Arns ao Bem-Estar.

Em Porto Alegre, o impacto já é sentido na rede de saúde. Em apenas um mês, os atendimentos médicos nas unidades de saúde aumentaram quase 20%, com mais de 33 mil consultas acima do esperado.

Avanço

De acordo com o boletim InfoGripe, os casos de SRAG associados ao VSR continuam aumentando em toda a região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul —, em boa parte do Sudeste — Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo — e em alguns estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Também há aumento no Amapá, Pará, Roraima, Alagoas, Ceará, Maranhão e Mato Grosso do Sul.

O cenário reforça a preocupação com a circulação de vírus respiratórios durante o outono e o inverno.

Vacina

O SUS oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A estratégia busca proteger os bebês desde o nascimento, por meio da transferência de anticorpos da mãe para a criança durante a gestação.

Essa proteção é especialmente importante nos primeiros meses de vida, período em que o vírus pode causar bronquiolite, pneumonia e necessidade de internação.

Bebês prematuros e com comorbidades também podem receber o nirsevimabe, imunizante que amplia a proteção contra o VSR.

Para adultos, há duas vacinas contra o VSR disponíveis na rede privada. Elas são indicadas para idosos e para pessoas a partir dos 18 anos com comorbidades, especialmente doenças pulmonares e cardíacas.

Segundo o infectologista Clóvis Arns, uma dessas vacinas tem adjuvante, substância que potencializa a resposta do organismo, e apresenta proteção por pelo menos três anos.

Ele compara o adjuvante a um “alto-falante” da vacina, por ampliar a resposta imunológica. Afirma ainda que essa duração é uma novidade entre vacinas contra vírus respiratórios, já que a proteção de imunizantes como os da gripe e da covid costuma durar de quatro a seis meses.

No SUS, a vacina contra o VSR está disponível para gestantes. Para adultos, por enquanto, a vacinação ocorre na rede privada.

Quem já teve VSR também pode se beneficiar da vacina. A infecção natural não confere proteção permanente, e reinfecções são frequentes ao longo da vida. Por isso, pessoas que fazem parte dos grupos com recomendação de vacinação continuam sendo orientadas a se vacinar, mesmo após um episódio anterior da doença.

Idosos

Embora seja mais conhecido pelo risco em bebês, o VSR também pode levar a quadros graves em adultos vulneráveis.

Segundo o infectologista, três grupos merecem atenção especial:

* idosos, principalmente acima de 65 anos;

* pessoas com DPOC;

* e pacientes com doenças cardíacas.

Nessas populações, a infecção pode evoluir para pneumonia grave, necessidade de oxigênio, internação hospitalar, UTI, ventilação mecânica e até morte.

O risco aumenta com a idade por causa da imunossenescência, processo natural de envelhecimento do sistema imunológico.

Sintomas

Os sintomas do VSR são semelhantes aos de outros vírus respiratórios, como a gripe:

* Dor de garganta;

* Tosse;

* Coriza;

* Dor no corpo

* Febre

Por isso, a diferenciação só pode ser feita através exames laboratoriais, como testes rápidos com swab nasal ou PCR. (Com informações do portal de notícias g1)

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