Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de agosto de 2026
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanham os efeitos eleitorais das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, enquanto a campanha também tenta administrar ruídos provocados pelo apelido de um dos assessores mais próximos do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Os dois episódios possuem naturezas completamente diferentes, mas passaram a ser explorados no ambiente político durante a corrida presidencial.
No caso de Lulinha, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou investigação para apurar suspeitas relacionadas à atuação do filho do presidente em negociações envolvendo empresários e órgãos do governo. Entre as suspeitas está eventual tráfico de influência em tratativas relacionadas ao setor de medicamentos.
Lulinha nega irregularidades. Sua defesa afirma que as acusações não possuem fundamento e critica o que considera uma tentativa de realizar uma “pescaria probatória”.
Lula também se manifestou sobre o episódio e afirmou que não pretende utilizar o cargo para proteger o filho. “Se o meu filho for culpado, ele terá que pagar como todo mundo”, declarou o presidente.
O avanço das investigações ocorre justamente durante a campanha eleitoral e fez integrantes do governo e do PT calcularem seus possíveis efeitos sobre a candidatura à reeleição. O tema já vinha sendo utilizado pela oposição desde as apurações relacionadas às fraudes envolvendo descontos em aposentadorias e pensões do INSS.
Paralelamente, outro “Marcola” passou a ocupar posição central na organização da campanha de Lula. Marco Aurélio Santana Ribeiro deixou a chefia do gabinete pessoal da Presidência para integrar diretamente a equipe eleitoral e ficará responsável principalmente pela organização da agenda do candidato.
O apelido, utilizado há anos nos corredores do Palácio do Planalto, coincide com aquele pelo qual é conhecido Marco Willians Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Não existe relação entre os dois.
Aliados reconhecem que a coincidência pode ser utilizada de maneira pejorativa por adversários e gerar confusão nas redes sociais.
Marco Aurélio Santana Ribeiro é cientista político, integra há anos o círculo de confiança de Lula e já participou da organização da campanha presidencial de 2022. Sua transferência para a estrutura eleitoral de 2026 faz parte da reorganização realizada pelo presidente para reforçar o núcleo responsável por agenda, comunicação e logística.
O cálculo entre aliados é impedir que episódios sem relação entre si sejam misturados durante a campanha e, principalmente, conter o desgaste provocado pelas investigações envolvendo Lulinha, que continuarão produzindo desdobramentos durante o período eleitoral.