Domingo, 20 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de setembro de 2026
O preço médio do litro de diesel S-10 nos postos do Brasil subiu 2,3% na semana passada e na anterior, chegando a R$ 7,13, maior valor desde o final de maio. A informação consta em pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A alta de preços do combustível mais consumido no País ocorre após uma disparada das cotações do petróleo e seus derivados no mercado internacional ao longo deste mês. E em um momento no qual começa o plantio de soja, considerado um dos períodos de maior demanda nacional por diesel.
O petróleo Brent, referência internacional, fechou a sexta-feira (18) a US$ 104,87 o barril, contra US$ 93 no início do mês, à medida que Estados Unidos e Irã retomaram os ataques mútuos. Desdobramentos dos conflitos entre Rússia e Ucrânia também impactaram o mercado.
Defasagem
A escalada de valores no mercado internacional ampliou para níveis recordes também a defasagem em relação aos valores praticados pela Petrobras no País, levando importadores no país a adiar decisões de compra e aumentando preocupações com restrições localizadas de oferta e distorções regionais no mercado brasileiro.
O governo brasileiro tem lançado mão de medidas para amortizar os impactos da alta do mercado brasileiro, com programas de subvenção ao diesel. Entretanto, 30% do combustível consumido em âmbito nacional é importado e nem todos os agentes têm participado das iniciativas do governo.
Por meio de nota, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), cujos sindicatos filiados representam juntos aproximadamente 40 mil postos do segmento, disse acompanhar com preocupação os efeitos da instabilidade do mercado internacional de petróleo sobre os preços e o abastecimento de combustíveis no País.
Alerta
A entidade alertou que eventuais aumentos ao consumidor não podem ser analisados exclusivamente a partir do preço exibido nas bombas: “Qualquer avaliação sobre a evolução dos preços deve considerar todo o percurso do combustível: produção, importação, refino, distribuição, logística, tributação e mistura obrigatória de biocombustíveis, até sua chegada ao posto”.
Também voltou a defender a necessidade de que autoridades, órgãos de defesa do consumidor e a sociedade analisem a formação dos preços de maneira ampla e técnica. A avalialão é de que deve ser evitada a postura de se atribuir à revenda variações de custos que muitas vezes têm origem muito antes da chegada do combustível aos postos.
Na última quarta-feira (16), a Petrobras comunicou um aumento de R$ 1 por litro no preço médio do diesel para distribuidoras – alta que entrou em vigor no dia seguinte. A estatal fez a ressalva, porém, de que houve concessão de desconto no mesmo valor por conta da subvenção econômica do governo federal, medida que neutralizou o ajuste. (com informações do jornal Folha de S.Paulo)