Domingo, 30 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 30 de agosto de 2026
Caso a PEC da Segurança seja mesmo aprovada pelo Congresso Nacional no esforço concentrado que se inicia nesta segunda-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cogita editar uma medida provisória criando o Ministério da Segurança Pública.
Isso não significa, no entanto, que a nova pasta sairia do papel imediatamente. O mais provável, dizem aliados, é que a implantação efetiva ocorreria apenas após a aprovação da MP, ficando, na prática, para depois da eleição, caso o petista saia vencedor.
A medida provisória, assim, funcionaria mais como uma sinalização ao eleitorado de que Lula enxerga a gravidade do problema da segurança e que está tomando atitudes para melhorar a situação. Também daria a ele o discurso de que, mesmo tardiamente, cumpriu a promessa de campanha de 2022 de criar o ministério.
Num segundo momento, haveria a definição de quem seria o novo ministro. O cargo é visto como um terreno minado, e não há muitas opções óbvias disponíveis. Aliados defendem nomear alguém de fora do campo tradicional da esquerda, que tem a imagem de ser “suave” com a criminalidade.
Congresso aprovará fim da 6×1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse no sábado, 29, que o Congresso aprovará na próxima semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. Também defendeu a soberania nacional e disse que enquanto for presidente nenhum governo estrangeiro vai “meter o bedelho nesse País”.
“Nós vamos aprovar nesta semana o fim da escala 6×1, para que mulheres e homens tenham mais tempo de cuidar de suas vidas, de cuidar das crianças, de passear e de namorar também”, afirmou.
Lula participou de um ato em Belo Horizonte voltado à participação feminina na política. Estiveram presentes as ministras mulheres do governo, entre elas a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e da Gestão, Esther Dweck, e candidatas ao Senado em todo o País, como Marília Arraes (PDT) e Eliziane Gama (PT).
Os dois assuntos (defesa da soberania e fim da escala 6×1) estão entre os principais da campanha de Lula. Na entrevista que deu à TV Globo nesta semana, o petista acabou deixando-os de lado em meio às perguntas sobre as investigações contra seu filho Fábio Luís Lula da Silva e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro.
O presidente se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta semana. Discutiram, entre outros assuntos, a PEC do fim da 6×1 e acordaram dar andamento ao texto. A proposta está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou um relatório favorável ao texto aprovado na Câmara. Com informações da Folha de S. Paulo e Uol.