Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de setembro de 2026
A produção de materiais midiáticos e roteiros divididos entre o interior e a Capital ditaram o ritmo dos candidatos ao Palácio Piratini nesta quarta-feira (9). Juliana Brizola (PDT) reservou a manhã para entrevistas e gravações para rádio, dedicando a tarde à produção de conteúdo para a televisão em um CTG, onde dialogou com representantes tradicionalistas. Luciano Zucco (PL) concedeu entrevista no fim da manhã e rumou à tarde para Santa Maria, onde caminhou pelo centro, visitou comitês de candidatos aliados e conversou com a imprensa. Ao lado dos ex-governadores José Ivo Sartori e Germano Rigotto – também candidato ao Senado -, Gabriel Souza (MDB) caminhou com apoiadores em Caxias do Sul, participou de um almoço da CIC com lideranças empresariais em Bento Gonçalves, além de cumprir agendas em São Sebastião do Caí e Campo Bom.
Corrida ao Piratini II
Marcelo Maranata (PSDB) iniciou a quarta-feira com caminhada e gravações em Eldorado do Sul, passando a tarde em entrevistas e encerrando o dia em visita aos piquetes do Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia. Priscila Voigt (UP) dedicou a agenda a uma manifestação em frente à Casa de Mulheres Mirabal, no bairro Cavalhada, alinhada ao ato nacional mobilizado pelo UP e o Movimento Olga Benário que cobra dos governos mais políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. Rejane de Oliveira (PSTU) dialogou com estudantes do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, concedeu entrevista e realizou um bandeiraço na Esquina Democrática, antes de concluir as agendas no debate “Vote pelo Clima”, onde apresentou posicionamentos sobre a pauta socioambiental do Estado.
Benefício suspenso
A Câmara de Vereadores de Camaquã, na Região da Costa Doce, suspendeu o pagamento de um vale-alimentação de cerca de R$ 1 mil aos seus servidores após uma intervenção do Ministério Público do Rio Grande do Sul. O benefício havia sido criado por meio de uma resolução interna do próprio Legislativo municipal, e não por lei específica, o que, segundo o MPRS, contraria os princípios da administração pública. A irregularidade virou alvo de um inquérito civil conduzido pela promotora Flavia Quiroga Quintas, que expediu uma recomendação formal exigindo a adequação do auxílio. Ao acatar a orientação do órgão fiscalizador, a Casa interrompeu de imediato os repasses destinados tanto aos funcionários efetivos quanto aos comissionados. Para buscar a retomada do benefício dentro das normas legais, o Parlamento informou que já encaminhou um projeto de lei visando regulamentar a concessão.
Dados protegidos
Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa propõe tornar mais rígidas as regras para a coleta e o processamento de informações de menores de idade a partir da criação do chamado “ECA Digital Gaúcho”. O estatuto busca blindar o público infantojuvenil contra o uso abusivo de tecnologias nos serviços estaduais. Autora do texto, a deputada Adriana Lara (PL) sugere que plataformas digitais, aplicativos e sistemas educacionais geridos pelo governo limitem a exigência de dados cadastrais ao mínimo estritamente necessário para o atendimento. A proposta também veda de forma expressa o rastreamento comportamental em salas de aula e o repasse desses dados públicos para o treinamento de sistemas privados de inteligência artificial. De acordo com a parlamentar, a normatização garante que a crescente digitalização da máquina pública ocorra em total sintonia com a Lei Geral de Proteção de Dados, priorizando a segurança cibernética das novas gerações.
Veto mantido
A Câmara Municipal de Porto Alegre manteve, na sessão desta quarta-feira (9), o veto parcial do prefeito Sebastião Melo ao projeto que amplia os locais permitidos para campanhas de prevenção ao suicídio. Aprovada em julho a partir de uma proposta do vereador Márcio Bins Ely, a matéria flexibilizava as regras de publicidade urbana para autorizar a fixação desse tipo de anúncio em locais como viadutos, pontes, muros e logradouros públicos, além das margens de rodovias e ferrovias. O bloqueio do Executivo, no entanto, incidiu apenas sobre o trecho que liberava a instalação das mensagens ao longo das vias férreas e estradas que cortam o município. Na justificativa apresentada aos parlamentares, a Prefeitura argumentou que a restrição nesses locais específicos atende ao interesse público de preservação da segurança viária e de proteção contra a poluição visual. Com a manutenção do veto, a veiculação das campanhas de conscientização fica liberada apenas nas demais áreas urbanas previstas no texto original.