Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026

Home Agro Fertilizantes têm queda de até 25% na aplicação e de 15% na entrega em 2026

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Após alcançar o recorde de 49,1 milhões de toneladas entregues em 2025, o mercado brasileiro de fertilizantes deve registrar uma retração estimada entre 10% e 15% em 2026. Os dados e análises foram apresentados no 20º Simpósio Sindiadubos NPK 2026, realizado em Curitiba (PR), pelo Sindiadubos-PR (Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná).

O desempenho de 2026 reflete um ambiente de volatilidade de preços e pressões geopolíticas no cenário internacional, somado a fatores econômicos e regulatórios no âmbito doméstico. Entre as variáveis externas citadas estão conflitos geopolíticos, sanções comerciais e restrições de navegação, que impactaram o fornecimento.

No mercado interno, a alta nas taxas de juros, os custos de frete e alterações na tributação estadual e federal afetaram as margens de rentabilidade e a capacidade de investimento do produtor rural. Diante do custo total de produção e da redução do poder de compra, observou-se maior cautela na aquisição de insumos.

Segundo a estimativa detalhada pelo engenheiro agrônomo Jeferson Souza, analista da Agrinvest Commodities, as entregas em 2026 devem fechar em 43,6 milhões de toneladas, valor 11% inferior ao registrado em 2025.

De acordo com o levantamento da consultoria, o recuo na aplicação de nutrientes acumulado de janeiro a setembro atingiu os diferentes adubos. A média aplicada de fósforo teve uma redução entre 20 e 25%, de nitrogênio uma queda de 21%, a ureia foi 20% menos aplicada e o sulfato de amônia teve recuo de 18%.

No entanto, projeções do setor sinalizam uma retomada para 2027, ano em que o volume de entregas deve atingir 47,5 milhões de toneladas.

A análise apresentada aponta para a estabilização dos custos e a adequação da oferta, impulsionadas por novos vetores de demanda no agronegócio. Entre os fatores apontados para a recuperação do volume de entregas estão o aumento do uso do milho para a produção de etanol, a expansão do cultivo de culturas alternativas, como o sorgo, e o ritmo de produção da cultura da soja.

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