Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de setembro de 2026
Os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça bateram boca na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (15). O decano acusou o colega de adotar um tom “político eleitoral” na condução do caso Master. Em resposta, Mendonça disse que Gilmar estava sendo “leviano”.
“Há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido nos autos desta PET 16.662, com toda sinceridade. Escolha de data, 7 de setembro, todo esse cenário. Teve até pixuleco”, disse Gilmar, em referência a bonecos com o rosto de Mendonça que foram levados em manifestações de apoiadores do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
“Está sendo leviano, ministro”, retrucou Mendonça. “Pessoas decentes não fazem isso”, afirmou Gilmar. “Não aponte o dedo para mim, Ministro Gilmar. Não aponte o dedo. Não está falando com qualquer um. Respeite esse tribunal”, respondeu Mendonça. “Quem não se dá respeito não merece respeito”, disse Gilmar.
A discussão foi interrompida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que ao abrir o julgamento havia pedido “serenidade” e “equilíbrio” aos ministros. O STF analisa o relatório da Polícia Federal que apresentou mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
Após semanas de embate, especialmente entre Moraes e Mendonça, que determinou a elaboração do relatório em julgamento, Fachin pediu serenidade aos colegas e defendeu que as decisões cabem ao plenário, não aos integrantes da Corte individualmente. É a primeira vez que a Corte analisa uma possível investigação envolvendo um dos seus integrantes.
Julgamento
O STF analisa nesta terça-feira, em uma sessão histórica, o relatório da PF (Polícia Federal) que reuniu mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. A sessão estava marcada para as 10h, mas atrasou e começou às 10h35min.
No julgamento, conduzido pelo presidente do STF, Edson Fachin, os ministros decidem se uma investigação será aberta contra Moraes. Fachin assumiu a relatoria do caso. A sessão extraordinária é histórica porque, pela primeira vez, os ministros avaliam se abrem ou não uma apuração contra um colega.