Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 4 de agosto de 2026
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, tornou-se o centro de quatro investigações simultâneas da Polícia Federal (PF), com suspeitas de tráfico de influência em diferentes órgãos do governo federal. Segundo o analista de segurança pública Elijonas Maia, durante o Bastidores CNN dessa terça-feira (4), o ponto de partida de tudo foi o inquérito das fraudes no INSS.
“A partir do que foi encontrado dentro das investigações desse caso. A Polícia Federal pescou informações, colheu documentos e, com base nisso, se viu obrigada a comunicar o Supremo Tribunal Federal”, explicou Elijonas.
Essa coleta de informações da PF resultou em três pedidos de inquéritos, que foram distribuídos por sorteio pela presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois deles ficaram sob a relatoria de André Mendonça, já responsável pelo caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O terceiro foi autorizado nessa terça-feira por Flávio Dino.
A primeira apura a suspeita de que Lulinha teria favorecido a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, que atua com produtos medicinais à base de cannabis, junto ao Ministério da Saúde, facilitando contratos com o governo federal.
A segunda investiga se Lulinha teria atuado para beneficiar uma empresa de tecnologia da informação junto à Dataprev, órgão do governo federal. Essa empresa possui contratos de R$ 55 milhões em vigência com o governo.
A Dataprev, em nota enviada à CNN Brasil, afirmou que todos os seus contratos estão em conformidade com a legislação e negou ter contrato com a empresa em questão.
O terceiro inquérito, sob responsabilidade de Flávio Dino, ainda tem poucas informações disponíveis, pois o caso permanece sob sigilo.
Elijonas observou que não há, até o momento, um órgão específico identificado como alvo da suposta influência deste terceiro inquérito: “O que se sabe é que um grupo teria usado a influência no governo federal, de forma geral.”
Segundo o analista, a PF optou por dividir a investigação em três inquéritos porque cada um deles diz respeito a um órgão específico.
“Em tese, a influência dele com os contratos seria para órgãos diferentes, e pedir inquéritos separados, no entendimento da PF, ajudaria no andamento da investigação”, esclareceu Elijonas.
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, reagiu às investigações, afirmando que a Polícia Federal estaria tentando interferir nas eleições e buscando provas para incriminar o filho do presidente de forma aleatória. (Com informações da CNN Brasil)