Quarta-feira, 29 de Maio de 2024

Home Rio Grande do Sul Ministério Público denuncia dono de mercado por tortura a uma criança e um adolescente em Caxias do Sul

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou à Justiça o dono de um mercado de Caxias do Sul (Serra Gaúcha) por tortura de uma criança de 11 anos e um adolescente de 13. Os crimes foram cometidos no dia 16 de março deste ano e relatados à Polícia Civil por um cliente que havia conseguido filmar o incidente.

Conforme o inquérito, as vítimas são meninos flagrados ao supostamente furtar produtos de uma prateleira do estabelecimento do qual o agressor é dono. Ele teria agredido e ameaçado os guris com uma faca, contando para isso com a ajuda de um funcionário do estabelecimento.

Também é acusado de obrigar um dos garotos a lamber o chão de um dos corredores do mercado, onde a dupla de menores foi encurralada. A pressão psicológica fez com que o menino se urinasse no local.

“O homem submeteu os menores a intenso sofrimento físico e mental, como forma de obter informação, declaração ou confissão”, sublinhou o promotor João Francisco Ckless Filho.

Morte de cão

Já em Rio Grande (Litoral Sul), a Justiça condenou a seis anos e três meses de prisão em regime semiaberto um servidor municipal que matou a pauladas um cão vira-lata em uma garagem coletiva na rua Benjamin Constant. O crime foi cometido na noite de 15 de janeiro do ano passado, porque o homem se sentia incomodado com a presença do animal.

A sentença é relativa ao crime de maus tratos a animais. Conforme denúncia do MP-RS, o cachorro da raça buldogue inglês sofreu diversos golpes com instrumento semelhante a um porrete. O fato foi registrado por câmeras de monitoramento.

O ataque revoltou diversos habitantes da cidade. Muitos deles relataram que o “cusco”, de nome Costela, costumava dormir no estacionamento, era adestrado e de comportamento dócil, sendo uma espécie de mascote para os moradores do entorno, que inclusive contribuíam com ração e afagos, sem que jamais tenham sido registrado qualquer problema.

Uma cadela de nome Charlotte, que também vivia no estabelecimento e era irmã de Costela foi igualmente agredida e sobreviveu, porém necessitou de cuidados veterinários. Por esse motivo, o réu também terá que pagar multa e indenização por danos materiais, no valor de R$ 5.175, para cobertura das despesas.

Ao apresentar denúncia na época, a promotora Camile Balzano de Mattos sublinhou que as imagens das câmeras de segurança demonstram “de forma inequívoca, a periculosidade, descontrole e crueldade do acusado diante de uma situação que o incomodava”.

(Marcello Campos)

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