Domingo, 09 de Agosto de 2026

Home Política Na corrida pelo Senado, ex-primeira-dama Michelle vai conciliar atividades eleitorais com acompanhamento do marido

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Candidata ao Senado no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) vai organizar a campanha para reduzir o tempo que ficará longe do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde maio. A equipe da ex-primeira-dama vai adaptar a rotina eleitoral, com agendas mais curtas e concentradas, além de aliadas mobilizadas para representá-la quando estiver ausente.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que está em meio de mandato e não disputará o pleito, vai participar de reuniões e compromissos aos quais Michelle não puder comparecer por estar com Bolsonaro. A governadora do DF, Celina Leão (PP), a deputada federal Bia Kicis (PL) e a ex-ministra dos Direitos Humanos Cristiane Britto (Republicanos), que também vão cuidar das próprias campanhas, são outras integrantes dessa linha auxiliar.

A retaguarda terá ainda familiares de Michelle, que ajudaram a convencê-la a disputar o Senado diante da resistência em se afastar do marido e disseram que vão dar suporte inclusive com a rotina da filha adolescente. Diego Torres, irmão de criação e escolhido como primeiro suplente, deverá entrar ainda na coordenação das áreas jurídica, contábil, comunicação e logística.

A ex-primeira-dama já deixou claro ao PL que não vai retomar na campanha o ritmo que vinha mantendo antes de Bolsonaro ficar preso em casa e sob os seus cuidados. A agenda vai ser montada com o objetivo de, sempre que possível, ter apenas um compromisso externo por dia, restringindo os convites. Na semana passada, quando Flávio anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice, em Brasília, Michelle ficou em casa porque precisava “fazer comida” para Bolsonaro, segundo Damares.

Restrições
Essa rotina esbarra ainda nas regras da prisão domiciliar. Além de Michelle, o acesso a Bolsonaro permanece restrito aos advogados, médicos e às pessoas que vivem na residência — a filha e a enteada de Bolsonaro. Outras visitas dependem de aval do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No sábado passado, por exemplo, quando Michelle precisou ir ao hospital, o magistrado autorizou que uma cunhada do ex-presidente permanecesse em casa com ele durante a ausência da ex-primeira-dama.

— Vou dar todo o apoio a Michelle. Estamos organizando agendas para que ela não passe mais de três horas fora de casa. Eu, Bia e Celina vamos representá-la sempre que precisar — afirmou Damares.

A primeira vitrine desse modelo está prevista para 16 de agosto. Celina prepara um evento na Ceilândia, no entorno de Brasília, para reunir Michelle e as principais mulheres do grupo na abertura da campanha. Além de ser o maior colégio eleitoral do Distrito Federal, a região tem peso simbólico por ser onde a ex-primeira-dama nasceu e cresceu.

A distância dos locais escolhidos entrou no planejamento. A equipe estuda realizar lives, gravações e encontros em pontos próximos à casa onde Michelle mora. Todo o conteúdo vai ser explorado nas redes sociais, na tentativa de compensar a presença mais limitada nas ruas. Segundo integrantes da equipe de campanha, Michelle não precisa cumprir a mesma rotina de rua de um candidato pouco conhecido, porque chega à disputa com projeção nacional, uma base própria de seguidores e a capilaridade construída durante os anos em que comandou o PL Mulher. Com informações do portal O Globo.

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