Terça-feira, 30 de Junho de 2026

Home Política No Nordeste, pré-candidatos sem apoio de Lula resistem a dar palanque para Flávio Bolsonaro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta dificuldades para ampliar sua presença política no Nordeste, com postulantes aos governos indefinidos em quatro estados, palanques frágeis e aliados reticentes no apoio ostensivo à sua candidatura à Presidência da República.

A região é um reduto eleitoral do PT e foi determinante na vitória do presidente Lula em 2022. O petista garantiu no Nordeste uma frente de 12,6 milhões de votos na disputa com Jair Bolsonaro (PL) e trabalha para pelo menos repetir o feito.

Faltando menos de um mês para o início do prazo das convenções partidárias, o campo bolsonarista segue sem candidatos ao governo em quatro estados nordestinos: Pernambuco, Ceará, Maranhão e Alagoas.

No Ceará, as conversas para uma aliança com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) seguem em banho-maria em meio a uma disputa interna no PL entre Flávio e Michelle Bolsonaro (PL), escancarada na última quarta-feira (24) em um vídeo publicado pela ex-primeira-dama.

O apoio do PL a Ciro é apontado como um dos motivos dos atritos entre Flávio e Michelle. No vídeo, ele relatou ter sido maltratada e humilhada pelo enteado ao telefone após um discurso, em novembro de 2025, no qual defendeu uma aliança com Eduardo Girão (Novo).

Flávio defende uma aliança pragmática com o tucano, mas Ciro tem sinalizado que não subirá no palanque do senador. “Eu sou do PSDB, como é que eu vou participar de um ato de campanha que não é o do meu partido?”, disse Ciro ao ser questionado pela imprensa sobre o assunto.

O cenário também segue nebuloso no Maranhão. O bolsonarista Lahesio Bonfim (Novo) desistiu de concorrer ao governo e negocia uma candidatura ao Senado na chapa do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), que tem evitado atrelar sua campanha ao cenário nacional.

O PL local é comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que nesta semana disse apoiar para o Senado dois aliados de Lula: o senador Weverton Rocha (PDT) e o ex-ministro André Fufuca (PP).

Em Pernambuco, o PL não tem candidato a governador em uma eleição que deve ser marcada pela polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB) – ambos aliados de Lula.

Candidato do partido ao governo em 2022, Anderson Ferreira desistiu da disputa majoritária e vai concorrer a deputado federal. Outros nomes do partido também miram o legislativo.

Ferreira afirma que o PL deve ter um candidato ao governo ou ao Senado, e destaca a contribuição dos setores mais conservadores na vitória de Raquel Lyra em 2022 e de João Campos no Recife em 2020: “A direita em Pernambuco tem sido determinante nas eleições.”

Na vizinha Alagoas, o PL perdeu musculatura após a desfiliação do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, que migrou para o PSDB. Com uma relação próxima aos filhos de Bolsonaro, ele se mantém distante da disputa nacional e foca no embate com o ex-ministro Renan Filho (MDB).

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL) ensaia uma dobradinha ao Senado ao lado do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP). A chapa não tem candidato a governador.

A legenda também sofreu baixas em Sergipe. O ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, principal nome da oposição ao governador Fábio Mitidieri (PSD), trocou o PL pelo Republicanos após perder o controle do partido.

Isolado, o PL lançou a candidatura do vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, que não terá o apoio da prefeita Emília Corrêa, que também migrou para o Republicanos.

A expectativa é de uma candidatura pouco competitiva também no Piauí, onde o PL lançou a candidatura do jornalista Toni Rodrigues. Os principais partidos de oposição ao governador Rafael Fonteles (PT) estarão com Joel Rodrigues (PP), que não cravou apoio a Flávio Bolsonaro.

Na Bahia, o PL selou uma aliança com ACM Neto (União Brasil) na disputa contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). O ex-prefeito de Salvador adotou uma estratégia de distanciamento em relação à disputa nacional e sinalizou apoio ao nome de Ronaldo Caiado (PSD), de quem é amigo.

No início de junho, Flávio participou da Bahia Farm Show, feira agrícola em Luís Eduardo Magalhães, oeste do estado. ACM Neto, contudo, visitou a cidade apenas dois dias depois, e não cruzou com o aliado.

O ex-prefeito de Salvador tem sido pressionado por bolsonaristas a subir no palanque de Flávio, mas aliados veem riscos nesse movimento, que pode afastar eleitores lulistas insatisfeitos com o governador Jerônimo Rodrigues.

Os dois palanques mais estruturados de Flávio na região estão na Paraíba e Rio Grande do Norte, estados onde o PL ganhou musculatura com novos quadros oriundos de partidos do centrão. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta dificuldades para ampliar sua presença política no Nordeste, com postulantes aos governos indefinidos em quatro estados, palanques frágeis e aliados reticentes no apoio ostensivo à sua candidatura à Presidência da República.

A região é um reduto eleitoral do PT e foi determinante na vitória do presidente Lula em 2022. O petista garantiu no Nordeste uma frente de 12,6 milhões de votos na disputa com Jair Bolsonaro (PL) e trabalha para pelo menos repetir o feito.

Faltando menos de um mês para o início do prazo das convenções partidárias, o campo bolsonarista segue sem candidatos ao governo em quatro estados nordestinos: Pernambuco, Ceará, Maranhão e Alagoas.

No Ceará, as conversas para uma aliança com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) seguem em banho-maria em meio a uma disputa interna no PL entre Flávio e Michelle Bolsonaro (PL), escancarada na última quarta-feira (24) em um vídeo publicado pela ex-primeira-dama.

O apoio do PL a Ciro é apontado como um dos motivos dos atritos entre Flávio e Michelle. No vídeo, ele relatou ter sido maltratada e humilhada pelo enteado ao telefone após um discurso, em novembro de 2025, no qual defendeu uma aliança com Eduardo Girão (Novo).

Flávio defende uma aliança pragmática com o tucano, mas Ciro tem sinalizado que não subirá no palanque do senador. “Eu sou do PSDB, como é que eu vou participar de um ato de campanha que não é o do meu partido?”, disse Ciro ao ser questionado pela imprensa sobre o assunto.

O cenário também segue nebuloso no Maranhão. O bolsonarista Lahesio Bonfim (Novo) desistiu de concorrer ao governo e negocia uma candidatura ao Senado na chapa do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), que tem evitado atrelar sua campanha ao cenário nacional.

O PL local é comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que nesta semana disse apoiar para o Senado dois aliados de Lula: o senador Weverton Rocha (PDT) e o ex-ministro André Fufuca (PP).

Em Pernambuco, o PL não tem candidato a governador em uma eleição que deve ser marcada pela polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB) – ambos aliados de Lula.

Candidato do partido ao governo em 2022, Anderson Ferreira desistiu da disputa majoritária e vai concorrer a deputado federal. Outros nomes do partido também miram o legislativo.

Ferreira afirma que o PL deve ter um candidato ao governo ou ao Senado, e destaca a contribuição dos setores mais conservadores na vitória de Raquel Lyra em 2022 e de João Campos no Recife em 2020: “A direita em Pernambuco tem sido determinante nas eleições.”

Na vizinha Alagoas, o PL perdeu musculatura após a desfiliação do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, que migrou para o PSDB. Com uma relação próxima aos filhos de Bolsonaro, ele se mantém distante da disputa nacional e foca no embate com o ex-ministro Renan Filho (MDB).

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL) ensaia uma dobradinha ao Senado ao lado do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP). A chapa não tem candidato a governador.

A legenda também sofreu baixas em Sergipe. O ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, principal nome da oposição ao governador Fábio Mitidieri (PSD), trocou o PL pelo Republicanos após perder o controle do partido.

Isolado, o PL lançou a candidatura do vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, que não terá o apoio da prefeita Emília Corrêa, que também migrou para o Republicanos.

A expectativa é de uma candidatura pouco competitiva também no Piauí, onde o PL lançou a candidatura do jornalista Toni Rodrigues. Os principais partidos de oposição ao governador Rafael Fonteles (PT) estarão com Joel Rodrigues (PP), que não cravou apoio a Flávio Bolsonaro.

Na Bahia, o PL selou uma aliança com ACM Neto (União Brasil) na disputa contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). O ex-prefeito de Salvador adotou uma estratégia de distanciamento em relação à disputa nacional e sinalizou apoio ao nome de Ronaldo Caiado (PSD), de quem é amigo.

No início de junho, Flávio participou da Bahia Farm Show, feira agrícola em Luís Eduardo Magalhães, oeste do estado. ACM Neto, contudo, visitou a cidade apenas dois dias depois, e não cruzou com o aliado.

O ex-prefeito de Salvador tem sido pressionado por bolsonaristas a subir no palanque de Flávio, mas aliados veem riscos nesse movimento, que pode afastar eleitores lulistas insatisfeitos com o governador Jerônimo Rodrigues.

Os dois palanques mais estruturados de Flávio na região estão na Paraíba e Rio Grande do Norte, estados onde o PL ganhou musculatura com novos quadros oriundos de partidos do centrão. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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